Rio de Paz faz homenagem a vítimas de massacre nos EUA

A ONG já tinha programado para este sábado uma manifestação pelo Dia em Memória das Vítimas de Homicídio no Brasil.

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15 DEZ 201217h09

A ONG Rio de Paz fez uma homenagem hoje (15) às vítimas do massacre na escola Sandy Hook, em Connecticut, nos Estados Unidos, onde 26 pessoas foram mortas por um atirador, que invadiu as salas de aula e matou crianças com idades entre 5 e 10 anos, além da própria mãe. Em seguida, suicidou-se.

A entidade já tinha programado para este sábado (15) – terceiro sábado de dezembro – quando se comemora o Dia em Memória das Vítimas de Homicídios no Brasil, uma manifestação pedindo o fim da violência no país, na areia da Praia de Copacabana, zona sul do Rio. Mas, devido ao massacre na escola nos Estados Unidos, a Rio de Paz prestou homenagem às vítimas da tragédia na escola, fincando 26 cruzes na areia e no final foi hasteada a bandeira dos Estados Unidos da América.
 
Foram fincadas 26 cruzes nas areias da Praia de Copacabana. Cada uma lembrando uma vítima do massacre. (Foto: AE)
 
"[O objetivo foi] expressar solidariedade às famílias e chamar atenção às autoridade públicas dos dois países sobre o número de vítimas de tragédias com armas de fogo. Somente no Brasil, 500 mil pessoas foram mortas vítimas de armas de fogo nos últimos dez anos", alertou o presidente da organização Rio de Paz, Antônio Carlos Silva.Ele disse que esses números das vítimas por armas de fogo no país são do Instituto Sangari, que desde 1980, trabalha com estatística sobre morta violenta por arma de fogo com as pessoas que dão entrada nos hospitais.
 
O presidente da ONG Rio de Paz disse que já pediu uma audiência com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e que está esperando apenas espaço na agenda do ministro.Ele disse que fará ao ministro cinco reivindicações básicas para reduzir a violência no país: reforma e valorização do Judiciário; reforma do sistema prisional do Brasil; programas que levem à redução da violência em todos os estados do país; além de um estudo sobre mortes violentas; e, por fim, políticas públicas para comunidades carentes. Segundo Antonio Carlos, esses seriam os principais pontos que poderiam levar à redução da violência no país nos próximos anos.