Retirada de entulho da Vila dos Ferroviários começa em 15 dias

Informação é da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos - EMTU/SP que responde pelo terreno da Rua Dr. Gaspar Ricardo

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07 OUT 201116h38

Moradores da rua Dr. Gaspar Ricardo, no bairro do José Menino, que faz divisa com o Marapé, em Santos, podem ficar mais tranquilos. O terreno que há pelo menos quatro meses está coberto de entulho das casas da Vila dos Ferroviários, será limpo em duas semanas. A área, por onde passa a linha férrea, tornou-se reduto de usuários de drogas, traficantes, moradores de rua e até de prostituição infantil.

“A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos - EMTU/SP informa que já contratou a empresa responsável pela demolição dos imóveis desocupados e a limpeza dos terrenos localizados na faixa de domínio da futura linha do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Os trabalhos começarão no prazo máximo de 15 dias”, informou a EMTU/SP em nota enviada ontem à redação do DL.

A Vila dos Ferroviários é reduto de marginais, usuários de drogas e moradores de rua há pelo menos cinco anos. Em 2006, a reportagem do DL entrevistou moradores de algumas dessas casas e dos prédios vizinhos, que já pediam providências para o fim da “Cracolândia”. Na época, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) havia informado, que abriria licitação para contratar empresa para demolir as casas abandonadas e limpar o terreno, o que não foi feito. A CPTM requereu a retomada dos imóveis da Vila dos Ferroviários em agosto de 2005. A partir daí começaram os transtornos. Em 2006, algumas casas ainda eram ocupadas por famílias de ferroviários que teriam que pagar uma taxa à companhia para continuar morando no local ou seriam despejadas.

A situação é tão crítica que levou a comunidade e até o pároco da igreja São Paulo Apóstolo, situada na mesma rua, a recorrerem à Câmara Municipal para pedir providências.

Ontem, o caso foi parar no Ministério Público. De posse de um abaixo-assinado da paróquia e de moradores da Rua Dr. Gaspar Ricardo, o vereador Antonio Carlos Banha Joaquim, que é presidente da Comissão Permanente de Segurança Pública, do Legislativo, ingressou representação no Ministério Público do Meio Ambiente e no Ministério Público da Infância e da Juventude para que se investigue as atividades ilícitas no local e cobre providências dos órgãos competentes.