Acesso de caminhões ao Porto de Santos continua bloqueado

Segundo a Prefeitura, bloqueio permanece até a próxima sexta-feira, dia 10

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06 ABR 201516h02

O acesso à área portuária de Santos deve continuar bloqueado nesta terça-feira. Segundo a Codesp, o trânsito de caminhões nos dois sentidos à Margem Direita do Porto, continuará, excepcionalmente, interrompido por mais 24 horas. A companhia garante ainda que a medida pode ser reavaliada no decorrer do dia de hoje.

Já a Prefeitura de Santos reitera que o bloqueio será mantido até a próxima sexta-feira, dia 10. “A medida visa garantir o direito de ir e vir da população, resguardar a segurança dos caminhoneiros e evitar transtornos no trânsito na entrada da Cidade”, explica em nota encaminhadaà imprensa.

O bloqueio é em função do estágio atual do incêndio que atinge instalações de líquidos no Distrito Industrial da Alemoa, com consequente interdição do Viaduto Paulo Bonavides e da Avenida Augusto Barata. No entanto, as operações da Margem Esquerda (Guarujá, Ilha do Barnabé e Embraport) ocorrem normalmente, assim como o acesso ferroviário nas duas margens.

A Autoridade Portuária também garante que “vem mantendo conversações com terminais e concessionárias ferroviárias, objetivando encontrar alternativas mais rápidas para minimizar os efeitos da interdição do acesso ao Porto”. Segundo a companhia, duas das alternativas que estão sendo consideradas é o transporte de contêineres em composições ferroviárias e o transbordo de cargas a granel de caminhões para vagões no pátio de Sumaré.

A Codesp avalia que a restrição não deve gerar impacto significativo na movimentação de navios no Porto, porque os terminais trabalham com estoques para os volumes que serão embarcados no curto prazo. “O Porto de Santos possui um parque de armazenagem considerável, que permite manter as operações de embarque e descarga em alguns terminais por um período mais longo. Entretanto, alguns terminais poderão apresentar problemas em prazos menores, caso a restrição de acesso se prolongue”, explica a Codesp, alegando ainda que “não está focada nos prejuízos, mas sim no término do incêndio e na normalização das atividades portuárias”.

Caminhoneiros que passaram pelo bloqueio no Planalto também foram barrados na entrada na Cidade, na marginal da Anchieta (Foto: Luiz Torres/DL)

O bloqueio

O bloqueio dos caminhoneiros será feito pela Polícia Rodoviária, com apoio da Ecovias (concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes) e da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).

A barreira ocorre no Km 40 da Rodovia Anchieta, mas será levada também ao Rodoanel e às rodovias Anhanguera, Dutra e Ayrton Senna. O secretário de Segurança Pública do Estado, Alexandre de Moraes, ressalvou que veículos com produtos perecíveis e medicamentos serão liberados para seguir até o Porto de Santos sob escolta. Segundo ele, esse movimento representa 5% do volume geral de carga.

Produtos perigosos

O chefe da Defesa Civil, Daniel Onias, afirmou que todos os produtos tóxicos e perigosos da Ultracargo foram transferidos para outros tanques da empresa, a cerca de um quilômetro do local do incêndio. Ontem (6) de manhã o fogo estava restrito a dois tanques, mas não havia previsão de quando as chamas seriam eliminadas.

Escolas funcionando

A Prefeitura reitera que todas as 81 escolas municipais da Cidade estão funcionando normalmente, inclusive as dez unidades localizadas no entorno do local do incêndio, na área industrial da Alemoa. Os alunos frequentaram as aulas ontem, seguindo programa regular.

Graças ao Programa Saúde na Escola (PSE), fruto de parceria firmada em 2013 entre as secretarias de Educação e Saúde, em caso de ocorrências extraordinárias, a unidade entra em contato imediato com a Secretaria de Saúde para o suporte necessário à situação. Simultaneamente a escola também aciona os pais dos estudantes.

Feriadão

A Ecovias, concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), registrou a passagem de 286.970 veículos em direção ao Litoral no feriado da Semana Santa, entre 1º e 5 de abril. Em comparação ao feriado de 2013, entre 27 e 31 de março, o fluxo de veículos aumentou 3,58% nas rodovias administradas pela Ecovias, mesmo com o incêndio na entrada de Santos. No ano retrasado, 277.055 veículos utilizaram o SAI com destino ao Litoral Paulista. O período de 2014 foi desconsiderado, pois, no ano passado, o feriado da Semana Santa emendou com o de Tiradentes.

O fluxo em direção ao litoral começou a ficar intenso na tarde da última quinta-feira, dia 2, quando foi necessária a implantação da Operação Descida (7x3). O maior volume de tráfego foi registrado entre as 10 e 11 horas da sexta-feira, dia 3, quando 6.095 veículos desceram a serra. Na volta do feriado prolongado, o horário com o maior fluxo de veículos foi entre as 11 horas e o meio-dia do domingo de Páscoa, dia 5, quando 9.782 veículos saíram do Litoral em direção a São Paulo.