Ressaca liga alerta sobre avanço do mar e Santos tem bairros que serão mais afetados

Esse cenário já começaria a acontecer em 2030, inclusive em áreas nobres da cidade

Por conta da ressaca da última terça, 29, vários bairros sofreram com o avanço do mar

Por conta da ressaca da última terça, 29, vários bairros sofreram com o avanço do mar | Nair Bueno/DL

Diversos bairros de Santos foram afetados pela ressaca no final da tarde da última terça-feira (29), quando o mar invadiu áreas de convivência, estruturas de quiosques e até mesmo parte da avenida da praia, causando diversos transtornos.

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Conforme noticiado pelo Diário do Litoral, a tendência é que o cenário não apenas piore, como também avance por mais bairros do município santista.

Avanços

Por meio de um modelo usado pela Climate Central, os níveis de poluição permanecerão os mesmos dos dias atuais. No entanto, caso esses números aumentem, a velocidade com que o mar tomaria o litoral seria maior.

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Esse avanço já começaria a acontecer em 2030, inclusive em áreas nobres da cidade e na Zona Noroeste.

Veja os bairros que sofreriam primeiro com o avanço do mar, mas não necessariamente nessa ordem:

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  • Rádio Clube;
  • Boqueirão;
  • Gonzaga;
  • Embaré;
  • Ponta da Praia.

Ressaca

A ressaca da última terça já havia sido prevista pelo Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas da Unisanta (NPH), que, junto à Sala de Situação de Recursos Hídricos da Baixada Santista, emitiu um alerta para ondas de até 3,5 metros na região até quinta-feira (31).

A maré pode chegar a 1,8 metro na orla e 2,1 metros no interior do estuário de Santos e São Vicente, uma elevação de até 50 centímetros em relação à tábua das marés.

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Segundo o professor do Instituto Oceanográfico da USP, Eduardo Siegle, esse cenário tende a se intensificar.

“As mudanças climáticas resultam em aumento da intensidade de ciclones tropicais (furacões/tufões) e tempestades extratropicais, resultando em ressacas maiores e consequente inundação de ambientes costeiros baixos”, comenta.

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“Os oceanos mais quentes fornecem mais energia para as tempestades, potencialmente aumentando a velocidade dos ventos e a altura das ondas de tempestade.”