Ressaca destrói áreas já revitalizadas da orla de Mongaguá

Fenômeno derrubou muretas, praças e diversos trechos do calçadão da praia que haviam passado por obras nos últimos anos

A ressaca que atingiu parte das cidades da Baixada Santista durante o último fim de semana deixou um rastro de destruição em diversas praias.

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Mongaguá, no litoral de São Paulo, amanheceu destruída em diferentes pontos da orla, inclusive nas áreas que já haviam passado por obras de revitalização e foi tema da reportagem do Diário do Litoral divulgada ontem.

Com o intuito de trazer mais segurança a população local e reforçar o potencial turístico da cidade, a obra é realizada há anos e por etapas nos 13 km de praia que contemplam o município. Atualmente, faltam 7 km para a conclusão com previsão de entrega para o primeiro semestre de 2017.  

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“Vai precisar restaurar o que já tinha sido feito, porém o prazo de finalização não muda. É importante entender que a obra de revitalização não tem ligação com os reparos que a Prefeitura está fazendo depois da ressaca”. A explicação vem do Diretor Municipal de Obras Públicas, Otávio Mosca.

Ele esclarece que a administração dispõe de equipes e máquinas que trabalham desde a manhã de segunda-feira para reparar e liberar o quanto antes o calçadão, praças, muretas e as rampas de acesso à praia. Entretanto, a obra é paliativa e não contará com os acabamentos como padronização do piso e recolocação dos coqueiros que caíram.

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“O objetivo é de nos próximos 60 dias deixar todas as áreas afetadas, acessíveis à ­circulação de moradores e turistas, principalmente para receber a temporada de verão”, afirma ­Otávio.

Segundo ele, a obra pronta, com todos os detalhes de acabamento, só será finalizada em um prazo de oito meses. “A temporada vai passar no meio das obras”, ressalta.

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Quiosques

Durante a reportagem, foi possível notar alguns quiosques destruídos, mas, a maioria funcionava normalmente sem maiores danos. Conforme o diretor de obras, o Prefeito irá se reunir com o corpo jurídico da prefeitura para verificar se há alguma possibilidade de ajudar os comerciantes que tiveram o empreendimento completamente destruído. Como o comércio é um bem particular, o prejuízo fica por conta do empreendedor.

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Ciclovia

A ciclovia na orla da praia não foi afetada, mas há trechos interditados para limpeza, que deve durar até o fim da semana.

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Píer

A plataforma de pesca também não teve danos. “A característica da ressaca é uma grande energia concentrada. Então, quando encontra uma barreira, o impacto é maior, assim como a destruição. Como a base do píer é feita de pilares, o mar flui entre eles sem tanto atrito”, explica ­Otávio.