Residência Terapêutica de Guarujá é referência para outras cidades

O espaço tem como missão ressociabilizar pessoas que passaram algum tempo internadas em hospitais psiquiátricos

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23 JUL 2018Por Da Reportagem18h30
A Residência Terapêutica de Guarujá existe há quatro anosA Residência Terapêutica de Guarujá existe há quatro anosFoto: Divulgação/PMG

A Residência Terapêutica de Guarujá (Av. Benjamin Constant, 387-Centro), vinculada à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) recebeu na última sexta-feira (20), a visita de dois técnicos da Secretaria de Saúde de Cubatão.Eles vieram ao Município para conhecer o funcionamento da casa a fim de implantar um modelo em sua cidade.

As residências terapêuticas seguem as ações da política de Saúde Mental, preconizadas pelo Ministério da Saúde. São espaços de moradia e vida para pessoas que estiveram internadas em hospitais psiquiátricos e perderam os vínculos sócio-familiares.

E o trabalho realizado em Guarujá surpreendeu os técnicos de Cubatão. "Eles ficaram bem animados com o que encontraram na nossa casa, principalmente em perceber a independência e a receptividade dos pacientes", declarou a coordenadora de Saúde Mental da Prefeitura de Guarujá, Iara Bega.

A Residência Terapêutica de Guarujá existe há quatro anos com capacidade para 10 pessoas, e atualmente, atende nove moradores. Eles são acompanhados por cuidadores, num ambiente de liberdade realizando atividades de convivência social e comunitária.

Os principais objetivos da residência terapêutica são de ressocializar e resgatar a autonomia desses sujeitos incentivando-os a assumir uma posição de agentes ativos. Durante a visita, os técnicos tiveram acesso a toda estrutura do local, os atendimentos e contato com os pacientes.

Ainda segundo a coordenadora, o encontro foi muito produtivo, serviu para trocar experiências e se auto avaliar. "Cada Município vai encontrar o seu jeito particular de trabalhar, a fim de levar qualidade de vida aos moradores", finalizou.