A Mansão de veraneio de Silvio Santos fica em área cercada por Mata Atlântica em Mairiporã / Reprodução/YouTube
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Construída na década de 1970, uma mansão que, por décadas, foi usada como um refúgio de férias pelo apresentador Silvio Santos está à venda e voltou a chamar atenção.
Localizada em Mairiporã (SP), a casa de veraneio da família Abravanel permaneceu por longos períodos desocupada, preservando características originais e se tornando objeto de curiosidade nas redes sociais.
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O imóvel está localizado em uma área cercada por Mata Atlântica, com acesso à represa da Cantareira, e ocupa um terreno de aproximadamente 6.000 m².
A propriedade passou a ser vista como uma espécie de “relíquia” associada a um dos nomes mais conhecidos da televisão brasileira, mantendo boa parte da estrutura sem grandes alterações.
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A casa tem cerca de 670 m² de área construída e segue um estilo modernista, com uso de madeira e pedra natural. O projeto inclui três suítes, salas amplas, cozinha integrada, piscina, spa, casa de hóspedes e acesso direto à represa.
Outro ponto de destaque é o entorno, com vegetação preservada e sensação de isolamento, apesar da proximidade com a capital paulista, a cerca de 40 minutos de carro.
Atualmente, é avaliado entre R$ 6 milhões e R$ 6,2 milhões, valor que, segundo especialistas, reflete não apenas a estrutura, mas também o histórico ligado ao apresentador.
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A mansão reúne elementos arquitetônicos e simbólicos que remetem a uma fase marcante da televisão no País. Associada à trajetória de Silvio Santos, a propriedade ganhou novo destaque ao combinar memória, localização e valor de mercado.
A mansão está em área com regras ambientais que limitam novas construções, como restrições de desmatamento, ocupação do solo e proximidade de mananciais. Isso dificulta projetos de grande porte hoje e tende a valorizar imóveis já existentes, especialmente com acesso à represa e vegetação preservada.
Silvio Santos teve tempo de trabalhar o processo de sucessão de suas empresas e de sua herança, avaliada em mais de US$ 1 bilhão. O processo contou inclusive com a ajuda de consultorias especializadas no assunto para evitar conflitos entre parentes.
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A discussão, que se deu em várias etapas, envolveu sua mulher, Íris Abravanel, e as filhas Cintia, Silvia, Daniela, Patricia, Rebeca e Renata.
Os outros braços do Grupo Silvio Santos, como a Jequiti, o Hotel Jequitimar, no Guarujá, a Liderança Capitalização, responsável pela TeleSena, o Baú da Felicidade e a Sisam, empreendimentos imobiliários, não tiveram seus destinos divulgados na partilha antes da morte de Silvio.
Em comum acordo, o SBT teve sua propriedade transferida em 2017 para as filhas Daniela a número três, como ele gostava de chamar e Renata a número seis, nomeada em 2020 para assumir a presidência do Grupo Silvio Santos.
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Silvio comunicou que estava transferindo o SBT em uma gravação do Troféu Imprensa, em abril de 2017. Dois meses antes, o então presidente Michel Temer, do MDB, havia publicado quatro decretos no Diário Oficial da União que autorizavam a "transferência indireta" e "modificação do quadro diretivo" das concessões dos sinais de transmissão do canal em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília.
Apesar de a documentação ter assegurado o patrimônio a elas, Silvio teve usufruto da televisão até sua morte, algo que ele honrou, interferindo na programação sempre que lhe parecia necessário.
Formada em administração de empresas pela Liberty University, na Virgínia, nos Estados Unidos, Renata se preparou para gerir o grupo do pai.
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Enquanto isso, Daniela, antes de ser alçada à vice-presidência do SBT em 2023, exerceu o cargo de diretora artística do canal, tendo criado alguns dos programas que ganharam vaga fixa na programação.
Ela, no entanto, tinha se afastado em razão da maternidade e, depois, de divergências profissionais com o pai, que sempre deu a última palavra, muitas vezes contrariando os projetos da filha.
Entre 2011 e 2012, pouco depois de se livrar do Banco PanAmericano, Silvio teria distribuído um valor em torno de R$ 100 milhões para cada uma de suas seis filhas.
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Silvio deu duas casas a Cintia e Silvia, as duas filhas de seu primeiro casamento com Maria Aparecida Vieira, morta com um câncer em 1977. Os imóveis ficam na rua Leiria, próximas ao parque Ibirapuera, região nobre de São Paulo, como patrimônio acumulado durante sua união com a ex-mulher.
As outras filhas foram contempladas com casas em Alphaville e em Orlando, onde ele mesmo passava férias com Iris todo início de ano.