Rato gigante é encontrado mais de 30 anos depois dos primeiros registros

Espécie só era conhecida por exemplares de museu e agora foi observada pela primeira vez em ambiente natural

Rato gigante é registrado vivo pela primeira vez após mais de 30 anos sem aparições

Rato gigante é registrado vivo pela primeira vez após mais de 30 anos sem aparições | Reprodução/Youtube

Um estudante de doutorado do Centro de Biologia da Academia Tcheca de Ciências e da Universidade da Boêmia do Sul fez o primeiro registro científico em habitat natural de um dos maiores roedores do planeta: o Mallomys istapantap. 

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Até então, a espécie só era conhecida por amostras preservadas em museus.

O pesquisador František Vejmělka passou seis meses em Nova Guiné em busca de evidências do animal até finalmente conseguir fotografá-lo e filmá-lo em seu ambiente. Confira as imagens no vídeo abaixo, do canal IFLScience:

Um reencontro após décadas

O chamado rato-lanoso-subalpino havia sido identificado pela primeira vez em 1989, com base em espécimes de museu. Desde então, nenhum registro vivo havia sido feito, até agora.

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Mais de 30 anos depois, Vejmělka conseguiu capturar as primeiras imagens do roedor, um feito considerado raro e importante para o entendimento da espécie e de sua conservação.

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Primeiras medições e novos dados sobre o comportamento

Além das fotos e vídeos, o pesquisador obteve as primeiras medições biométricas de exemplares machos e reuniu informações inéditas sobre a dieta, parasitas, deslocamentos e hábitos diários do animal.

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O rato-lanoso-subalpino é um dos maiores roedores murinos da Terra. Vive nas regiões montanhosas e florestadas da Nova Guiné, em áreas íngremes e de difícil acesso.

Noturno, ele se alimenta exclusivamente de plantas e se desloca entre as árvores, o que torna sua observação ainda mais desafiadora.

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Apoio dos caçadores locais foi essencial

“Se não fosse pelos caçadores indígenas que me acompanharam nas montanhas e me ajudaram a localizar os animais, eu nunca teria conseguido coletar esses dados”, afirmou Vejmělka em entrevista divulgada pelo portal Xataka.

Guiado por comunidades locais, o pesquisador subiu o Monte Wilhelm, da base ao cume, registrando e catalogando diversas espécies.

Além do Mallomys istapantap, ele também identificou 61 espécies de mamíferos não voadores, entre roedores e marsupiais, encontrados ao longo da montanha.

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