Cotidiano

Ratinho vira réu após sugerir 'eliminar' deputada: 'Não dá para pegar uma metralhadora?'

Apresentador agora é réu e pode pagar fortuna em danos morais após ataques misóginos ao vivo

Nathalia Alves

Publicado em 15/04/2026 às 12:40

Atualizado em 15/04/2026 às 15:00

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Entenda o processo movido pela deputada Natália Bonavides após declarações polêmicas na Rádio Massa. / Reprodução/Fotos de divulgação

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A Justiça Eleitoral aceitou nesta quarta-feira (15) a denúncia que acusa o apresentador Carlos Massa, popularmente conhecido como Ratinho, de proferir falas misóginas e discriminatórias contra a deputada federal Natália Bonavides (PT-RN).

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Agora como réu, Ratinho poderá ser obrigado a pagar uma indenização de R$ 1 milhão, intitulado pelo Ministério Público Eleitoral, a título de danos morais à vítima.

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Relembre o caso

O episódio aconteceu em dezembro de 2021, durante o programa da Rádio Massa, emissora da qual Ratinho é dono.

Ao vivo, o apresentador ofendeu a deputada ao tentar enfatizar sua discordância em relação a um projeto de lei que visava assegurar o direito ao casamento civil para casais homoafetivos. “A gente tinha que eliminar esses loucos. Não dá para pegar uma metralhadora?”, disse Ratinho na ocasião.

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Ainda durante o programa, Ratinho ofendeu a parlamentar com falas misóginas, afirmando que, em vez de atuar em pautas como essa, ela deveria se dedicar a serviços domésticos: “Você não tem o que fazer? Vá lavar roupa, vá costurar a calça do seu marido e lavar louça”.

A defesa de Natália Bonavides afirmou que “as falas tiveram o objetivo de constranger e humilhar a deputada, com uso de estereótipos de gênero e menosprezo à sua condição de mulher, com a finalidade de dificultar o exercício do mandato eletivo”.

Na análise, o juízo eleitoral entendeu que houve indícios de materialidade e autoria, destacando que as declarações foram comprovadas por meio de gravações.

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O apresentador enfrenta ainda na Justiça o caso do crime de transfobia cometido contra a deputada federal Erika Hilton.

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