As famílias que ganham entre R$ 12 mil e R$ 25 mil ocupam um degrau de privilégio logo abaixo da elite econômica nacional / Divulgação
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Os dados mais recentes do IBGE, consolidados para 2025, pintam um cenário de recuperação, a renda média mensal do trabalhador brasileiro atingiu R$ 3.378, o maior patamar em mais de uma década.
Esse avanço foi alicerçado pela queda do desemprego para cerca de 6,2% e pelo crescimento recorde do emprego com carteira assinada, que superou 39 milhões de vagas. Esses números são a base para as projeções que delineiam o próximo ano.
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Mas onde, então, se posiciona a classe média alta nesse espectro? Segundo as classificações mais utilizadas por economistas e pelo mercado financeiro, ela se localiza logo abaixo da elite econômica, a classe A.
Enquanto a classe A – cerca de 4,4% da população – concentra rendas domiciliares superiores a R$ 26 mil mensais, a classe média alta reúne famílias com ganhos significativamente acima da média nacional, mas ainda distantes do ápice da pirâmide.
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Considerando a evolução da renda e os ajustes inflacionários, as estimativas para 2026 apontam que esse grupo deve englobar domicílios com uma renda mensal bruta entre R$ 12 mil e R$ 25 mil.
Ter essa faixa de renda, no entanto, é apenas uma parte da equação. O que realmente caracteriza esse segmento é o padrão de consumo e a segurança financeira.
São famílias com acesso facilitado a educação privada, planos de saúde abrangentes, crédito imobiliário e maior capacidade de poupança. Possuem uma resiliência econômica maior, mantendo um consumo mais estável mesmo em cenários de incerteza ou desaceleração.
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Apesar da melhora nos indicadores gerais da economia, o abismo entre as classes no Brasil segue expressivo. A renda da classe média alta pode ser várias vezes superior à das classes populares (C, D e E).
E, acima de todos, a classe A continua a concentrar uma parcela desproporcional da riqueza nacional, evidenciando que o crescimento, embora positivo, ainda não significa equalização.
Portanto, ser classe média alta em 2026 não se resume a ultrapassar uma barreira salarial. É ocupar um espaço de relativo conforto e previsibilidade financeira em uma sociedade onde a distância entre os degraus da escada social ainda é um dos seus maiores desafios.
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