Cotidiano

Quiosques resistem: decisão judicial suspende retirada na orla de Mongaguá

A medida atende a uma ação movida por permissionários que contestaram a falta de informações claras sobre o projeto de revitalização da orla

Ana Clara Durazzo

Publicado em 01/04/2026 às 08:15

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Mongaguá é conhecida pelo forte fluxo de visitantes, principalmente na alta temporada, e os quiosques fazem parte da experiência turística local há décadas. / Divulgação/PMM

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A Justiça de Mongaguá, no Litoral de São Paulo, decidiu suspender a retirada dos quiosques de madeira da orla e determinou a prorrogação dos alvarás de funcionamento, impedindo, ao menos por enquanto, a demolição prevista pela Prefeitura.

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A medida atende a uma ação movida por permissionários que contestaram a falta de informações claras sobre o projeto de revitalização da orla. A administração municipal pretendia encerrar as autorizações até o dia 31 de março e iniciar a derrubada de cerca de 30 quiosques já a partir de 1º de abril.

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Durante o verão de 2025-2026, a Prefeitura criou um Alvará Suplementar para ampliar o funcionamento e a estrutura de atendimento na orla.

A medida atende a uma ação movida por permissionários que contestaram a falta de informações claras sobre o projeto de revitalização da orla

Decisão aponta falta de transparência

Ao analisar o caso, o juiz Renan Teruo Suzuki concedeu liminar favorável aos comerciantes, destacando a ausência de um plano concreto para a reurbanização da orla.

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Na decisão, o magistrado apontou que, mesmo com o prazo final próximo, não havia informações detalhadas sobre a execução do projeto, o que fragiliza a decisão da Prefeitura de encerrar as permissões.

Com isso, ficou determinado que os alvarás devem ser mantidos até a apresentação efetiva do projeto de revitalização, desde que cada permissionário comprove a regularidade da ocupação.

Projeto prevê mudanças profundas na orla

A Prefeitura de Mongaguá defende que a medida faz parte de um plano mais amplo de modernização da orla, com foco em turismo e infraestrutura.

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Segundo a administração:

  • Os alvarás atuais foram concedidos em 1999, com validade de 25 anos, já vencida
  • A cidade possui cerca de 204 quiosques ao longo de 13 km de praia, média de um a cada 15 metros
  • Parte dos quiosques apresenta problemas estruturais, sanitários e irregularidades

O projeto inclui:

  • Substituição dos quiosques de madeira por estruturas de alvenaria
  • Criação de um Código de Posturas
  • Redução do número de estabelecimentos na faixa de areia
  • Possível uso de parcerias privadas ou licitação para viabilizar as mudanças
Os permissionários afirmam que não são contra a revitalização, mas criticam a forma como o processo foi conduzido

Impasse entre comerciantes e Prefeitura

Os permissionários afirmam que não são contra a revitalização, mas criticam a forma como o processo foi conduzido.

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Segundo a defesa, os trabalhadores tentam diálogo desde o ano passado, mas não receberam cronograma, etapas ou garantias claras sobre como a transição será feita.

A Prefeitura informou que ainda não foi oficialmente intimada da decisão e que, após a notificação, deve avaliar medidas, incluindo a possibilidade de recorrer.

Impacto direto no turismo e na economia local

A decisão judicial tem impacto direto sobre dezenas de famílias que dependem dos quiosques para sobreviver, além de afetar o funcionamento da orla, um dos principais pontos turísticos da cidade.

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Mongaguá é conhecida pelo forte fluxo de visitantes, principalmente na alta temporada, e os quiosques fazem parte da experiência turística local há décadas.

Agora, o futuro da orla segue indefinido, dividido entre a proposta de modernização e a necessidade de garantir segurança jurídica e renda aos comerciantes.

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