Cotidiano
Decisão favorece Prefeitura de São Vicente, mas permissionários contestam impactos e cobram diálogo sobre reurbanização
Proposta integra o programa "São Vicente de Cara Nova" e prevê uma série de intervenções urbanÃsticas no Itararé / Divulgação/PMSV
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A Justiça de São Paulo revogou a liminar que suspendia as ações da Prefeitura de São Vicente na Orla do Itararé, em decisão que considerou legais os atos administrativos relacionados à reorganização dos quiosques na região.
O mandado de segurança havia sido impetrado por permissionários, que questionavam mudanças promovidas pelo municÃpio. No entanto, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a ação improcedente, entendendo que não houve arbitrariedade por parte da gestão pública.
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Segundo a decisão, as medidas adotadas foram individualizadas, baseadas em critérios técnicos e alinhadas à legislação vigente.
O Judiciário também reforçou que permissões de uso de bens públicos têm caráter precário ou seja, podem ser revistas pelo poder público conforme o interesse coletivo.
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Com isso, a liminar anteriormente concedida foi derrubada, permitindo que a Prefeitura retome integralmente o projeto de reurbanização da chamada área da Divisa.
Decisão permite que Prefeitura retome integralmente o projeto de reurbanização da chamada área da Divisa (Divulgação)A proposta integra o programa "São Vicente de Cara Nova" e prevê uma série de intervenções urbanÃsticas no Itararé. Entre as ações já em andamento ou previstas estão a implantação do Parque da Juventude, a Academia do Itararé, a revitalização da Praça 21 Irmãos, além da construção de bases da PolÃcia Militar e da Guarda Civil Municipal e de um futuro Parque Pet.
De acordo com a Prefeitura, o objetivo é modernizar a orla, ampliar a segurança e valorizar o espaço público, com foco no uso coletivo e no turismo.
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Uma conversa pode resolver o problema. Em Mongaguá, por exemplo, a Prefeitura se reuniu com os permissionários dos quiosques da orla para apresentar os primeiros encaminhamentos do projeto de revitalização.
Do outro lado, permissionários afetados pelas mudanças vêm se manifestando publicamente contra o processo. Os trabalhadores alegam falta de diálogo efetivo com a categoria e criticam a condução das medidas.
Entre as principais preocupações estão a possibilidade de perda dos pontos comerciais, impactos diretos na renda familiar e a insegurança quanto à continuidade das atividades.
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Alguns permissionários afirmam que dependem exclusivamente dos quiosques para sustento e que as alterações foram apresentadas sem garantias claras de realocação ou compensação.
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