Quinto edifício mais alto do mundo pega fogo em Dubai

A causa do incêndio não foi ainda apurada, o que está sendo feito por investigadores, mas não há indicações de crime, disse ainda Al-Muzeina

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21 FEV 201511h09

Um dos mais altos edifícios residenciais do mundo pegou fogo na madrugada deste sábado no bairro de Marina, em Dubai, levando centenas de pessoas para as ruas, enquanto vários andares estavam em chamas. Não há informações sobre mortos ou feridos graves. O edifício residencial Tocha foi construído em 2011, quando era o mais alto do mundo. Atualmente é o quinto edifício residencial mais alto, possuindo 86 andares e 676 apartamentos.

O fogo começou por volta das 2h pelo horário local. O bairro de Marina está voltado a um canal artificial construído ao longo de um trecho da costa do Golfo Pérsico, é altamente povoado e cheio de arranha-céus e hotéis. A região é popular entre profissionais estrangeiros. O forte vento alimentou as chamas e a fuligem se espalhou pelas ruas ao redor.

O chefe da polícia de Dubai, general Khamis Mattar al-Muzeina, disse em nota que os bombeiros controlaram o fogo antes de que causasse sérios danos. Vários balcões dos apartamentos foram danificados e ambulâncias trataram de algumas pessoas com ferimentos leves, acrescentou. A causa do incêndio não foi ainda apurada, o que está sendo feito por investigadores, mas não há indicações de crime, disse ainda Al-Muzeina.

O incidente segue-se a um outro incêndio ocorrido ontem na capital dos Emirados Árabes, Abu Dabi, que deixou 10 trabalhadores mortos e oito feridos. Os trabalhadores viviam ilegalmente em uma área de depósito na periferia da capital.

Todos os residentes foram retirados do prédio. O Kingfield Owner Association Management Services, que administra a Tocha, disse que os sistemas de segurança funcionaram eficientemente, restringindo os danos à área externa do prédio.

Duas pessoas que vivem na Tocha disseram que o fogo começou no 52º andar. Um dos residentes, Steve Short, de 53 anos, natural de Liverpool, Reino Unido, elogiou o trabalho dos bombeiros pela rapidez com que chegaram ao local. Segundo ele, os alarmes de incêndio soaram e os funcionários da administração do edifício foram de porta em porta para ter certeza de que o alerta havia sido ouvido por todos. 

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