Uma megaoperação contra a lavagem de dinheiro movimentou o coração financeiro de São Paulo na manhã desta quinta-feira (28). Batizada de “Fluxo Oculto”, a ação do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) e da Receita Federal mirou seis fintechs e instituições de pagamento que funcionavam como “bancos paralelos” para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
O principal alvo da operação são profissionais do ramo de investimentos, os chamados “Faria Limers”.
De acordo com as diligências, o esquema movimentou mais de R$ 26 bilhões nos últimos quatro anos. O objetivo era ocultar recursos obtidos com fraudes e sonegação no setor de combustíveis, o que resultou no cumprimento de 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados.
Quem são os Faria Limers?
Como já dito, os principais alvos da operação são os Faria Limers, profissionais que atuam na região da Avenida Brigadeiro Faria Lima.
Assim sendo, o local abriga um dos ecossistemas corporativos mais caros e influentes do país. Inclusive, o aluguel do metro quadrado na via passa dos R$ 300 em muitos casos.
A avenida deixou de ser apenas uma localização geográfica e passou a representar um verdadeiro estilo de vida.
O termo define um profissional altamente competitivo, marcado pelo uso constante de jargões em inglês no cotidiano, almoços de negócios no Itaim Bibi, patinetes elétricos e os icônicos coletes de náilon infláveis como vestimenta padrão.
O termo “Faria Limer” surgiu de forma popular nas redes sociais e no mercado financeiro durante a década de 2010.
Com o tempo, a expressão também ganhou um tom irônico e virou meme na internet, sendo usada para criticar exageros da cultura corporativa e do mercado financeiro.
