Confira orientações dermatológicas para proteger o couro cabeludo, evitar danos químicos e identificar quando a queda de cabelo deixa de ser normal / Reprodução/Freepik
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Com a chegada do Carnaval, a preocupação com a beleza dos cabelos ganha destaque, mas é preciso redobrar a atenção.
A exposição intensa ao sol, o suor, o uso de sprays coloridos, glitter e produtos químicos pode agredir os fios e o couro cabeludo, especialmente em um período do ano em que muitas pessoas já enfrentam quadros de queda capilar.
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Segundo a médica dermatologista Ana Maria Benvegnú, os primeiros meses do ano costumam registrar um aumento significativo nas queixas de queda de cabelo, tanto em mulheres quanto em homens.
O fenômeno, conhecido como Eflúvio Telógeno Agudo, ocorre cerca de três meses após um gatilho importante, como estresse acumulado, infecções (a exemplo da dengue), cirurgias, pós-parto ou perda de peso acelerada.
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“O estresse do fim do ano, somado a fatores como excesso de calor, químicas e noites mal dormidas, pode potencializar a queda justamente agora, na época mais festiva do calendário”, explica a especialista.
Benvegnú orienta que a queda de cabelo merece atenção quando ultrapassa três meses, é muito intensa ou quando o paciente já apresenta fios finos, ralos ou histórico familiar de calvície. “Nesses casos, é fundamental procurar um dermatologista para evitar que os fios novos cresçam cada vez mais finos”, alerta.
Outros sinais de alerta incluem coceira, dor, ardência ou sensibilidade no couro cabeludo, alargamento da risca central e áreas com couro cabeludo visível mesmo sem queda acentuada.
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Embora ambos possam apresentar todos os tipos de alopecias, há padrões mais comuns em cada gênero. “Nas mulheres, vemos muitos casos de Eflúvio Telógeno e de Alopecia Androgenética, com afinamento progressivo dos fios. Já nos homens, a causa mais frequente é a calvície”, detalha a dermatologista.
A investigação dos casos inclui exames como glicemia, dosagem hormonal, vitaminas, minerais, marcadores inflamatórios e autoimunes, além de sorologias. O tratamento, ressalta, deve ser sempre personalizado.
“Primeiro entendemos o motivo da queda; depois estruturamos um plano direcionado. O essencial é tratar a causa.”
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A especialista também esclarece dúvidas comuns:
A chamada queda sazonal, que costuma ocorrer no outono, também é real. “Nosso organismo acompanha ciclos fisiológicos semelhantes aos da natureza. Assim como as árvores perdem folhas, nós também passamos por um período de maior queda. Quando somamos isso ao estresse, o impacto é ainda maior”, compara.
Com sol forte, suor, sprays coloridos, glitter e acúmulo de químicas, o Carnaval exige atenção redobrada. “O ideal é aplicar leave-in com proteção UV ou protetor solar capilar, especialmente nas áreas mais expostas do couro cabeludo. Lavar os fios com calma após os bloquinhos, hidratar bem e evitar dormir com resíduos de produto também ajuda a preservar a saúde capilar”, orienta Ana Maria Benvegnú.
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A combinação de cuidados preventivos com a observação de sinais do corpo pode fazer a diferença entre manter a autoestima em alta durante a festa e enfrentar problemas mais sérios nos meses seguintes.