Quem não lembra da imagem da menina sorrindo diante de uma casa em chamas? A fotografia atravessou gerações da internet e se tornou um dos memes mais conhecidos do mundo. Mais de duas décadas depois, a “Garota Desastre” cresceu, se formou na universidade e chegou a faturar cerca de US$ 500 mil com a fotografia que marcou sua infância.
O registro foi feito em meados de 2005, quando Zoë Roth tinha apenas 4 anos, em Mebane, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Na foto, ela aparece olhando para a câmera com um sorriso enigmático enquanto uma casa pega fogo ao fundo. Apesar da aparência dramática, o incêndio não era real e tratava-se de um treinamento controlado realizado pelo Corpo de Bombeiros.
Como surgiu o meme da Garota Desastre?
Em entrevista ao portal BuzzFeed, a jovem relembrou como tudo aconteceu. Segundo ela, a família viu fumaça a dois quarteirões de casa e decidiu ir até o local para entender o que estava acontecendo.
Seu pai, Dave Roth, apaixonado por fotografia e dono de uma câmera recém-adquirida, começou a registrar a cena emblemática. Foi então que pediu para a filha posar.
“Meu pai estava tirando fotos da casa quando me disse que era hora de sorrir. Ele me pediu para sorrir e é por isso que eu fiz aquela cara. Era assim que eu sorria naquela época”, relatou Zoë.
A imagem permaneceu desconhecida por alguns anos, até vencer um concurso de fotografia da revista JPG Magazine. A partir de 2008, passou a circular pela internet e rapidamente virou meme.
O sorriso de Zoë começou a ser inserido em montagens envolvendo acidentes, incêndios e até tragédias históricas, transformando a foto em um símbolo do humor digital.
Veja como a garota desastre está hoje
Aos 25 anos, Zoë Roth leva uma vida muito diferente daquela criança que virou fenômeno online. Formada em Relações Internacionais, ela mantém perfil discreto e costuma encarar o meme com bom humor.
A jovem é formada pela Universidade da Carolina do Norte, onde concluiu o bacharelado em Paz, Guerra e Defesa, com especialização em Inteligência e formação complementar em Língua e Política Chinesas.
Zoë atua no setor de tecnologia e inteligência de mercado. Ela é pesquisadora associada da 451 Research, divisão da S&P Global Market Intelligence, onde acompanha o avanço da Internet das Coisas (IoT) e seu impacto em áreas como cidades inteligentes, transporte urbano e serviços públicos.
Em seu trabalho, Zoë lidera estudos sobre a adoção de tecnologias conectadas por governos e administrações públicas, além de analisar tendências ligadas a edifícios inteligentes, casas conectadas e sistemas modernos de mobilidade.
Antes de ingressar ao grupo, ela trabalhou como consultora de risco geopolítico, com foco nas relações tecnológicas e comerciais entre Estados Unidos e China, além de acompanhar temas relacionados à política industrial chinesa e à integração entre setores civis e militares.
Em 2021, ela e sua família decidiram transformar a fama da imagem em uma oportunidade financeira. A fotografia foi vendida como NFT (token não fungível) por cerca de US$ 500 mil. Segundo Zoë, o valor ajudou a quitar despesas universitárias, apoiar familiares e realizar doações para instituições de caridade.










