Cotidiano
Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública, 27 mulheres foram assassinadas em janeiro de 2026 por questões de gênero
O cenário é a continuação de um recorde sombrio: 2025 encerrou como o ano mais violento para mulheres desde o inÃcio da série histórica em 2018 / Divulgação
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O estado de São Paulo inicia o ano com estatÃsticas alarmantes. Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), 27 mulheres foram assassinadas em janeiro de 2026 por questões de gênero — um aumento de quase 23% em relação à s 22 mortes registradas no mesmo perÃodo do ano passado.
O cenário é a continuação de um recorde sombrio: 2025 encerrou como o ano mais violento para mulheres desde o inÃcio da série histórica em 2018, totalizando 270 vÃtimas.
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Para especialistas como Daiane Bertasso, do Laboratório de Estudos de FeminicÃdios (Lesfem/UEL), essas mortes raramente são eventos isolados. Elas são o desfecho de um ciclo de violência que inclui:
Violência Psicológica: Humilhações e controle excessivo.
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Violência Patrimonial: Retenção de dinheiro ou destruição de objetos.
Violência Emocional: Isolamento da vÃtima de seus amigos e familiares.
'O feminicÃdio resulta de relações Ãntimas e acontece após o agravamento de diversas violências tipificadas pela Lei Maria da Penha', explica Bertasso.
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A pesquisadora aponta dois fatores crÃticos para o aumento da violência:
Redes Digitais: O avanço da 'machosfera', que dissemina conteúdos misóginos e radicaliza jovens.
Falha nas Medidas Protetivas: Casos onde mulheres foram mortas mesmo após recorrerem à Justiça evidenciam a necessidade de polÃticas públicas de acolhimento mais eficazes.
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O Brasil acompanhou a tendência paulista, atingindo a marca trágica de 1.518 vÃtimas em 2025. O número reforça a urgência de debates sobre educação de gênero nas escolas para interromper a cultura do machismo estrutural antes que ela se transforme em crime.