Especialistas em sono afirmam que pessoas acima de 60 anos devem dormir entre 7 e 8 horas por noite para preservar memória e o funcionamento cognitivo. O padrão de descanso e a qualidade do sono exercem influência sobre atenção, raciocínio e consolidação das lembranças.
Com o avanço da idade, o organismo passa por mudanças naturais no ciclo do sono, como maior fragmentação durante a noite e redução das fases mais profundas do descanso.
Quantas horas de sono são mais indicadas após os 60?
De forma geral, a média de horas recomendadas tende a ser suficiente para a conclusão dos ciclos de sono e para o processo de consolidação da memória, que organiza as informações adquiridas ao longo do dia e ajuda na retenção de aprendizado.
Quando o sono fica abaixo de 7 horas com frequência, podem surgir efeitos como sonolência diurna, irritabilidade e dificuldade de concentração.
O hábito de dormir mais de 8 ou 9 horas de forma constante também chama atenção, pois pode indicar sono pouco reparador ou estar associado a condições como apneia, depressão ou uso de medicamentos com efeito sedativo.
O que dizem os estudos sobre sono e cérebro
Em 2024, uma pesquisa analisou 49 estudos sobre o tema e identificou um padrão em formato de “U” na relação entre duração do sono e saúde cognitiva. Ou seja, o sono insuficiente ou em excesso foram associados a maior risco de declínio cognitivo ao longo do envelhecimento.
Neste contexto, a faixa intermediária de 7 a 8 horas aparece como a mais favorável para a preservação mental. O ponto destacado pelos pesquisadores é que não se trata de buscar dormir o máximo possível, mas de evitar extremos que possam prejudicar o funcionamento do cérebro.
Sinais de que o sono pode não estar adequado
Nem sempre o problema está na quantidade de horas dormidas. Em muitos casos, mesmo com 7 ou 8 horas na cama, a pessoa pode acordar cansada, com dificuldade de foco ou lapsos de memória. Isso pode indicar baixa qualidade do sono, causada por despertares frequentes, ronco intenso, pausas respiratórias ou movimentos involuntários durante a noite.
Outros sinais comuns incluem sonolência excessiva ao longo do dia, esquecimentos mais frequentes, dificuldade de concentração em atividades simples e necessidade constante de cochilos longos. Quando esses sintomas aparecem de forma recorrente, é importante observar a rotina com mais atenção e considerar avaliação médica.
Por que dormir demais também pode ser um alerta
O excesso de sono também pode estar relacionado a alterações na qualidade do descanso. Em alguns casos, longos períodos na cama refletem noites fragmentadas ou pouco restauradoras, além de condições como sedentarismo, inflamações, distúrbios metabólicos ou início de alterações cognitivas.
Estudos apontam que durações muito elevadas de sono podem estar associadas a maior risco de declínio cognitivo, especialmente quando ultrapassam de forma habitual a faixa de referência.
Como proteger a memória através do sono
A qualidade do sono depende de rotina, ambiente e hábitos diários. Manter horários regulares para dormir e acordar ajuda a estabilizar o ritmo biológico, enquanto a exposição à luz natural pela manhã contribui para a regulação do ciclo circadiano.
Reduzir o consumo de cafeína no período da tarde e à noite também favorece um sono mais contínuo, assim como evitar estímulos intensos antes de dormir.
A prática de atividade física regular, quando liberada por um médico, pode melhorar a profundidade do sono, enquanto a avaliação de problemas como ronco e apneia é essencial em casos de sono não reparador. Também é importante revisar medicamentos que possam interferir no descanso noturno.






