Quadra oferece riscos aos usuários na Zona Noroeste

Equipamento no Jd. São Manoel sofre com problemas estruturais.

Com um investimento quase milionário, exatos R$ 813.307,49, e menos de 4 anos de construção, o equipamento esportivo que fica no bairro Jd. São Manoel, na Zona Noroeste de Santos, está em estado crítico.

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Além do piso desgastado, com linhas apagadas e rachaduras, o telhado tem goteiras e a iluminação é fraca. Esse é o estado de um dos únicos equipamentos esportivos e sociais do bairro.

Segundo moradores e usuários da quadra, a importância do equipamento vai além do esporte, pois no espaço acontece feiras de empreendedores locais, além de abrigar projetos sociais com crianças carentes e de baixa renda, como é o caso do Projeto Sonhar, Planejar e Conquistar (SPC), idealizado pelo aposentado, hoje voluntário, Jonieliston do Vale, conhecido como Joni, que atende cerca de 60 crianças com idades de quatro a 14 anos, e o Projeto da Fundação Settaport, que atende cerca de 80 crianças com idades entre seis e 15 anos.

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“O problema não é apenas o péssimo estado que encontra-se o equipamento onde foi investido muito dinheiro há pouquíssimo tempo, mas o risco para as crianças. Várias vezes elas quase foram atingidas por bolas que vêm do campo ao lado da quadra, onde jogam adultos, por isso precisa fechar a lateral. Fora que quando chove não tem como usar a quadra e muitas coisas já estão se deteriorando”, explica Joni.

A quadra do São Manoel foi construída em 2015, com valor de R$ 633.307,49, verba proveniente de convênio com o Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (DADE). Ao longo dos anos, os reparos executados tiveram valor estimado de R$ 180 mil, de acordo com a prefeitura.

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Em agosto de 2018 houve reunião entre moradores e representantes da prefeitura para tratar desse assunto. “Tivemos uma reunião com o Sub Prefeito Regional, senhor Acácio, onde foi feita uma promessa de que no início de 2019 haveria uma reforma de emergência, porém, até agora nada”, critica.

Em nota, a prefeitura de Santos alega que uma vistoria foi realizada recentemente, onde uma equipe de técnicos da Subprefeitura da Zona Noroeste constatou a necessidade de reparos pontuais e “já iniciaram a planilha de custos para realizar a manutenção do telhado, da cerca e na iluminação”. Mas, até o momento não há licitação em andamento para a quadra.

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“Conversei com o Prefeito recentemente e ele prometeu que irá consertar todos os problemas. É um absurdo uma quadra coberta que não pode ser utilizada em dias de chuva.” Explica o presidente da Sociedade de Melhoramentos do bairro, Edimilson de Almeida Duarte, Didi.

De acordo com munícipes, o princípio do problema está na construção do equipamento. “A arquibancada, em menos de três meses após a construção, já tinha rachado de fora a fora, ou seja, um serviço muito mal feito”, resume Joni.

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Outros usuários confirmam esse problema, como é o caso de Bruno Andrade, que viu as obras desde o início. “Acompanhei toda a construção da quadra que inicialmente era descoberta. Pouco tempo depois anunciaram o projeto de uma reforma e da cobertura, que pelo resultado, provavelmente foi superfaturado. A estrutura foi muito mal feita e tem erros gritantes, o que pode ser um risco, pois crianças utilizam o local diariamente e tem projetos sociais e esportivos a semana inteira, que frequentemente são interrompidos por esses problemas recorrentes”.

Bruno, que usa o equipamento com frequência, finaliza indignado. “Temos um grupo de basquete com treinos semanais, mas quando chove não conseguimos jogar porque a quadra fica toda molhada. Espero que em breve as autoridades responsáveis tomem alguma providência, que seja proporcional ao gasto que é anunciado nas placas de obras municipais, e que se tome o devido cuidado ao propor opções de lazer para a comunidade. Fica aqui meu desabafo.”