Conquistar pelo menos uma carreira e promover um debate de propostas para a cidade com a participação da população. Essas são as metas do PSOL na eleição proporcional em Santos.
“A intenção que temos é de conseguir o maior número de votos. Conseguir uma ou duas cadeiras. Se fosse possível, levar todos os nossos candidatos. Mas temos como objetivo, neste momento, levar o nosso projeto, debater e fazer com que as pessoas participem realmente, tomem gosto. Por mais que a gente saiba que as pessoas tenham rejeição a política, principalmente a partidária, queremos fazer com que as pessoas tenham ciência que a participação delas, neste momento de crise, é muito importante”, comentou a advogada Débora Camilo, pré-candidata a prefeita pela legenda.
Débora ressaltou que o trabalho para montagem da chapa foi realizado de forma continua, sendo formada somente por militantes do PSOL, sem a entrada de pessoas com a intenção de angariar votos.
“É a oportunidade que a gente tem de poder levar o nosso programa para as ruas. Não temos na eleição em si o fim. A gente faz todo esse trabalho durante todo o ano. Não começamos a trabalhar a cada dois anos por causa das eleições. Todos os nossos candidatos são militantes. Não temos nenhuma pessoa que foi chamada para participar do processo eleitoral para puxar voto. Nós temos duas pessoas que já foram candidatas, mas que são trabalhadoras, militantes. Ninguém vive da política”.
A pré-candidata enfatizou que é necessário fazer com que a população debata projetos e que é possível fazer uma política diferente, com protagonismo da sociedade nas decisões mais importantes para a cidade.
Críticas
Débora Camilo também criticou a atuação do Legislativo atual, ao qual ela chama de “puxadinho da Prefeitura”.
“O legislativo hoje, em Santos, é um puxadinho da Prefeitura. Quantos projetos o prefeito teve rejeitado? Até onde eu sei não teve nenhum. Ele simplesmente manda e dificilmente se consegue fazer um debate. Às vezes, até mesmo com pressão popular, a gente verifica que passa. Como foi o caso das OS’s (organizações sociais). Eu participei das votações, sessão extraordinária às 10 horas da manhã. Foi até o Sadao (Nakai) que propôs justamente para fazer com que os trabalhadores não pudessem participar.
A questão do IPTU. Mesmo com pressão popular, o prefeito pode simplesmente passar que o projeto vai ser aceito de alguma forma”.
A advogada também comentou que não há questionamentos em relação ao prefeito por parte da Câmara.
“Não teria nenhum problema em falar que a prefeitura do Paulo Alexandre tem pontos positivos. Ninguém está aqui torcendo para que dê errado. Mas a gente não tem isso (debate). Quando você não tem dentro do Legislativo pessoas que, por mais que sejam da base, não contestem em nenhum o momento o prefeito, veremos absurdos como esse da OS passando”.
Por fim, a representante do PSOL colocou a legenda como a única opção de esquerda em Santos.
“O PSOL é a única opção de esquerda que a gente tem. Claro que a gente tem companheiros do PCB, do PSTU, mas um partido com pouco mais de condições é o PSOL. Você ter um vereador, uma vereadora, uma prefeita de um partido de esquerda, com um pensamento progressista e com visão que precisa levar condições para a maioria excluída seria totalmente diferente”.
