Projeto visa controlar raízes de árvores e resolver danos em calçadas de Santos

Em aproximadamente dois meses, treze espécies receberão defletores de raízes

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16 JUL 2019Por Da Reportagem20h25
O dispositivo consiste em quatro placas de concreto para cada árvoreFoto: Divulgação/PMS

Para tentar solucionar o problema de calçadas quebradas por raízes de árvores, a Prefeitura iniciou um projeto experimental nesta segunda-feira (15), na Vila Mathias. O ponto escolhido foi a Rua Paraná.

Em aproximadamente dois meses, treze espécies receberão defletores de raízes. O dispositivo consiste em quatro placas de concreto para cada árvore, posicionadas em forma piramidal que atuam como uma contenção, condicionando o crescimento das raízes para baixo, distantes da superfície, evitando em definitivo a quebra das calçadas.

O primeiro defletor foi instalado defronte ao número 315, nas proximidades da Rua Carvalho de Mendonça. O local possuía um ingá, tombado recentemente durante um temporal. No mesmo lugar foi plantada uma muda de ipê. O próximo vegetal a receber o dispositivo será um ingá adulto, já podado, na altura do número 313.

O experimento é uma resposta da Prefeitura às reivindicações da sociedade. "Este era um ponto crítico, com muitas reclamações por possuir ruas escuras e calçadas danificadas. Aqui, as árvores eram muito altas e com copas frondosas. Fizemos a poda das folhas e raízes, refizemos o sistema de iluminação e inserimos os defletores. Faremos nova calçada e, então, passaremos a monitorar a reação das espécies. Se der certo, solucionaremos um problema antigo reivindicado pela população", explicou a secretária de Serviços Públicos, Fabiana Garcia Pires.

O paisagista Oswaldo Casasco, idealizador do dispositivo, acredita na boa reação dos vegetais. "As árvores renovam suas raízes e essa nova produção surge a mais ou menos um metro de distância em relação ao piso. Essas novas raízes vão crescendo, quebrando calçadas e arrastando o que encontram pela frente. Se der certo a experiência com os defletores, e eu acredito que dê, teremos condições de aplicar a mesma técnica em uma infinidade de árvores da Cidade". 

A escolha

João Cirilo, engenheiro agrônomo da Seserp, explicou que o teste envolveu árvores com características distintas. "Escolhemos a Rua Paraná por possuir ingás, espécie que tem crescimento vegetativo acelerado, o que permitirá que  nossa equipe observe melhor e mais rápido a reação das árvores aos defletores. O teste envolve vegetais adultos, mudas, podas mais altas e podas mais baixas".

De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Marcos Libório, o objetivo central é resolver a demanda da população, mantendo a saúde das espécies. "Tivemos muitas ocorrências de quedas de árvores nos últimos vendavais e o nosso objetivo principal é salvar ao máximo as árvores da Cidade, proporcionando segurança e acessibilidade ao transitar pelas calçadas". 

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