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Cotidiano

Projeto utiliza câmeras para auxiliar Guarda-Vidas na prevenção de afogamentos

Equipamento está direcionado para a praia e tem alcance de 1 km e zoom

Uma câmera voltada para a praia, monitorando as águas e situações de risco para banhistas. Um guarda-vidas em seu posto de trabalho atento a qualquer acionamento. Um monitor que recebe as imagens captadas e auxilia na prevenção de afogamentos. Esses três elementos fazem parte de um projeto-piloto idealizado pelo 2º Sub-Grupamento de Bombeiros Marítimo em parceria com a Prefeitura de Praia Grande, e em teste há cerca de um mês na praia do Bairro Ocian.

Este monitoramento é possível graças à rede de fibra ótica que percorre toda a Cidade, fazendo inclusive com que o monitoramento seja compartilhado pelo Centro Integrado de Comando e Operações Especiais (Cicoe), caso necessário.

De acordo com o comandante do Sub-Grupamento (que integra as cidades de Praia Grande e Mongaguá), capitão PM Flávio Alexandre Antunes da Silva, o sistema ainda está em fase de testes, mas já foi possível verificar sua eficácia. “Tivemos situações em que os banhistas estavam em situação de risco e constatamos isso por meio da câmera, sendo possível acionar o guarda-vidas que estava no local antes que algo mais grave ocorresse”.

O comandante explicou que o caminho inverso também pode ocorrer. “Caso o guarda-vidas esteja na praia e constate uma situação em que precise de uma visualização maior dos fatos também pode acionar nossa base via rádio”.

A câmera está instalada no Bairro Ocian, na direção da unidade do Programa Conviver, e a transmissão é feita para a base do Sub-Grupamento, no Bairro Mirim. A previsão é de que, assim que a parceria seja formalizada por meio de convênio com a Prefeitura, mais câmeras sejam instaladas, cobrindo toda a extensão da orla.

O comandante do Posto de Bombeiros Marítimo de Praia Grande, o 1º tenente Eduardo Noguchi, avalia o projeto como um avanço significativo em termos de tecnologia, sem perder o foco no principal trabalho da corporação: a prevenção de afogamentos.
“Conseguimos, de longe mesmo, analisar não apenas eventuais comportamentos de risco dos banhistas, mas também as condições do mar e tomar medidas preventivas, caso seja necessário”.

A prevenção é a principal forma de diminuir os índices de afogamento nas praias da Cidade e da Região. Para se ter uma ideia, em janeiro de 2017 foram registrados 8 mortes por afogamento enquanto que em janeiro deste ano foram 4. “O objetivo é sempre evitar que um afogamento aconteça”, frisou o tenente Noguchi.

As duas autoridades observam, entretanto, que os cuidados devem ser observados também pelos próprios banhistas. E dão algumas orientações importantes:

- Procure praias protegidas por Guarda-Vidas. Praias sem Guarda-Vidas não são seguras;
- Não beba antes de entrar no mar. Se beber, não entre no mar;
- Atenção redobrada com crianças e idosos;
- Na praia, procure o Guarda-Vidas e se informe sobre o melhor local para banho;
- Não entre em locais com placas indicando “perigo”. O mar oferece riscos que muitas vezes não pode ver;
- Evite bóias, espaguetes, colchões de ar, etc, estes objetos causam uma falsa sensação de segurança e podem ser perigosos, pois, ao boiar, ajudam as correntes a levar as pessoas para águas mais profundas.

 

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