Na próxima semana, a Autoridade Portuária de Santos (APS) e a Prefeitura de Cubatão devem se reunir para discutir o Corredor Porto-Indústria, projeto que prevê criar uma ligação direta entre a futura terceira pista da Rodovia dos Imigrantes e o Porto de Santos.
A iniciativa busca eliminar o tráfego pesado pelas rodovias Anchieta e Cônego Domenico Rangoni, agilizando o acesso ao cais santista e promovendo maior eficiência logística.
A proposta foi apresentada pela Prefeitura de Cubatão em audiência pública no dia 18 de setembro e ganhou atenção da APS após breve apresentação durante a assinatura de convênio com o Parque de Inovação Tecnológica (PIT) de São José dos Campos, voltado para a instalação de um Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Gestão do Porto de Santos.
Segundo a APS, a reunião terá como objetivo apresentar detalhes técnicos da proposta, avaliar sua viabilidade e analisar a integração com a futura expansão da Poligonal do Porto de Santos.
Detalhes do projeto Corredor Porto-Indústria
- Extensão: cerca de 13,5 km
- Trajeto: do Sítio dos Areais (Cubatão) até a Alemoa
- Infraestrutura: duas faixas de rolamento por sentido, acostamento e capacidade para tráfego pesado
- Previsão de fluxo: até 20 mil veículos/dia
- Características: maior parte do traçado sobre viadutos, redução de impacto ambiental e menor necessidade de desapropriação
Justificativa da Prefeitura
O secretário de Indústria, Porto, Emprego e Empreendedorismo de Cubatão, Fabrício Lopes, destaca que o projeto representa uma solução estratégica.
“O Corredor Porto-Indústria não beneficia apenas Cubatão, mas toda a Baixada Santista, eliminando gargalos logísticos e devolvendo qualidade de vida à cidade.”
O prefeito César Nascimento defende a construção simultânea do corredor junto com a terceira pista, ressaltando a necessidade de parceria entre governo estadual, federal e a Ecovias, para viabilizar o investimento estimado em R$ 2,3 bilhões.
A Ecovias afirmou não ter acesso aos detalhes da proposta até o momento, enquanto o Governo do Estado declarou que o projeto “não consta no processo de licenciamento ambiental”.
