Programa remove 164 toneladas de lixo do ambiente marinho no litoral de SP

Programa ambiental paga pescadores artesanais para recolher resíduos dos manguezais paulistas e proteger os ecossistemas marinhos contra o plástico

Foram recolhidas quantidades equivalentes a cerca de 430 mil garrafas plásticas / Divulgação

Mais de 164 toneladas de lixo foram retiradas do ambiente marinho no litoral de São Paulo desde 2023, por meio do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) Mar Sem Lixo da Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo. 

De acordo com o órgão estadual, somente entre fevereiro e abril deste ano, durante o período do defeso do camarão, foram recolhidas mais de 43 toneladas de lixo dos manguezais em seis municípios costeiros do Estado.

Dados do projeto mostram que o volume recolhido em 2026, até abril, representa cerca de 27% de todo o material já retirado pelo programa e um crescimento de 231% em relação ao início dos mutirões. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o aumento foi de 12,9%.

“O lixo que chega aos manguezais muitas vezes começa com o descarte irregular nas cidades. Quando esses resíduos chegam fragmentados ao ambiente marinho, o impacto para a fauna e para os ecossistemas costeiros é ainda maior”, explica Sandra Leite, coordenadora do PSA Mar Sem Lixo.

Ao longo do programa, mais de R$ 1,2 milhão já foram destinados aos participantes pelo serviço ambiental prestado no ambiente marinho nos municípios de Ubatuba, São Sebastião, Cananeia, Guarujá, Bertioga e Itanhaém. 

Atualmente, o PSA Mar Sem Lixo conta com 344 pescadores artesanais cadastrados, o que, ainda segundo o Governo do Estado, representa um aumento de 164% desde a criação da iniciativa. 

Apenas durante o defeso deste ano, foram recolhidas quantidades equivalentes a cerca de 430 mil garrafas plásticas descartadas incorretamente no meio ambiente. Dos resíduos encontrados nos manguezais, 97% são compostos por plástico e aproximadamente 70% correspondem a itens descartáveis ou de uso único.

Especialistas ligados ao assunto reforçam que o combate à poluição marinha também depende da colaboração da população, com descarte correto de resíduos e redução do consumo de plásticos de uso único.