Cotidiano

Programa em SP monitora agressores com tornozeleira e alerta vítimas em tempo real

Sistema integra polícia, Justiça e aplicativo com "botão do pânico" para agir rapidamente em casos de descumprimento de medidas protetivas

Luna Almeida

Publicado em 11/03/2026 às 22:55

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O monitoramento ocorre 24 horas por dia no Centro de Operações da Polícia Militar / Divulgação/Governo de SP

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As forças de segurança de São Paulo já monitoraram 1.198 homens envolvidos em casos de violência contra a mulher desde 2023 na capital. 

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O acompanhamento é feito por meio de tornozeleiras eletrônicas, dentro de um programa pioneiro que permite à polícia acompanhar em tempo real os deslocamentos de suspeitos que receberam medidas protetivas e foram liberados após audiências de custódia.

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A iniciativa é resultado de uma cooperação entre a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). 

O monitoramento ocorre 24 horas por dia no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), permitindo atuação imediata caso o agressor descumpra as regras impostas pela Justiça.

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Desde a implementação do programa, 123 homens foram presos por violarem as condições do tornozelamento.

Monitoramento impede aproximação das vítimas

Quando o juiz determina o uso da tornozeleira eletrônica, também estabelece uma “área de exclusão”, que inclui locais onde o agressor não pode circular, como a residência, o local de trabalho ou outros espaços frequentados pela vítima.

Se o homem ultrapassar esse limite, o sistema envia automaticamente um alerta ao Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). 

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A partir disso, uma viatura da Polícia Militar é deslocada imediatamente ao local, enquanto uma policial entra em contato com a vítima para prestar orientação e garantir a segurança.

Antes da implantação do monitoramento eletrônico, as medidas protetivas determinavam apenas a proibição de aproximação, mas não havia controle efetivo para garantir o cumprimento da ordem judicial.

Com o georreferenciamento e o compartilhamento de informações entre polícia e Judiciário, as autoridades passaram a acompanhar em tempo real o deslocamento dos suspeitos.

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Além de casos de violência doméstica, o sistema também pode ser utilizado para monitorar acusados de outros crimes, como homicídio, roubo e furto, conforme decisão judicial nas audiências de custódia. O equipamento é instalado no Fórum Criminal da Barra Funda, na capital.

Aplicativo oferece botão do pânico

O programa também está integrado ao aplicativo SP Mulher Segura, lançado em março de 2024. A plataforma reúne serviços voltados à proteção de mulheres vítimas de violência doméstica e inclui um botão do pânico, que permite acionar rapidamente a polícia em caso de risco.

Se perceber que o agressor se aproximou ou violou a medida protetiva, a vítima pode utilizar o recurso para alertar diretamente o Copom, agilizando o envio de equipes policiais.

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Disponível para Android e iOS, o aplicativo utiliza o login do gov.br para cadastro das usuárias. O sistema verifica automaticamente se há medida protetiva ativa e libera o acesso às funcionalidades de segurança.

Mais canais para denúncia

O Governo de São Paulo também ampliou as formas de registrar casos de violência doméstica. O boletim de ocorrência pode ser feito online, pelo celular ou presencialmente nas delegacias.

O registro está disponível no aplicativo SP Mulher Segura, na Delegacia Eletrônica da SSP ou diretamente nas unidades policiais. 

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As vítimas também podem receber atendimento especializado por meio da Cabine Lilás, estrutura instalada no Copom com policiais militares treinadas para prestar acolhimento e orientação.

Rede de proteção é ampliada no estado

As ações fazem parte do movimento SP Por Todas, iniciativa estadual voltada ao fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres.

Desde 2023, o programa ampliou a rede de atendimento com salas 24 horas nas Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), implantação da Cabine Lilás, monitoramento de agressores com tornozeleira eletrônica e lançamento do aplicativo SP Mulher Segura.

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O estado também expandiu a rede de acolhimento com as Casas da Mulher Paulista, que atualmente somam 19 unidades voltadas ao atendimento e apoio às vítimas de violência.

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