Programa Brasil Alfabetizado resgata a cidadania de 220 alunos de Guarujá

O evento aconteceu no Caec Isabel Ortega, no Santa Rosa

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20 MAR 201517h27

Não saber ler, escrever ou fazer contas já não faz mais parte da rotina de 220 pessoas em Guarujá. Graças ao Programa Brasil Alfabetizado, que formou sua última turma na noite da última quinta-feira (19), essas pessoas tiveram suas vidas transformadas de fato, e hoje, já não encontram mais barreiras.

Com o objetivo de resgatar a cidadania, o Programa em Guarujá formou 220 novos alunos. O evento aconteceu no Centro de Atividades Educacionais e Comunitárias (Caec) Isabel Ortega, no Santa Rosa. A iniciativa é do Ministério da Educação (MEC) e coordenada em Guarujá pela Secretaria de Educação.

A responsável pela pasta, Priscilla Bonini, parabenizou formandos, alfabetizadores e todos aqueles que fazem parte do Projeto. “Obrigada por confiarem em nós e meus parabéns por entrarem no mundo das letras. Aceitem o desafio e continuem a estudar, indo pra Educação de Jovens e Adultos (EJA). É assim que se faz educação e que transformamos o mundo”, frisou ela que representou, no ato, a prefeita da Cidade, Maria Antonieta de Brito.

Com duração de oito meses, o curso com esta turma teve início em junho do ano passado. Os alunos freqüentaram o Programa em diversas escolas municipais e estaduais, Caecs, igrejas ou associações. Nesta última turma, foi adotado um modelo diferente, de forma a incentivar os estudantes a não deixarem o Brasil Alfabetizado, intitulado “Brasil Alfabetizado em Movimento”, em que os participantes realizaram passeios a museus, exposições, etc.

Segundo explica a gestora do Programa na Seduc, Régia de Paula da Glória, é uma grande satisfação estar à frente do Brasil Alfabetizado. “Aprendemos muito, todos os dias. Vemos o brilho nos olhos dos nossos alunos. É uma oportunidade de abrimos os horizontes, e quero dizer que isso não termina aqui”.

Represenando os formandos da noite, a aluna Genozila Rosa de Oliveira, deixou uma mensagem aos presentes. “Não desistam. Quando eu era mais jovem, não tive as oportunidades, por isso, quero que essa porta nunca mais se feche, pois nunca é tarde para aprender.”

Para o pintor Edson Firmino da Silva, 42 anos, o Brasil Alfabetizado foi uma oportunidade bem legal em sua vida. “Não sabia ler nem escrever, muito menos fazer uma operação matemática”, revela.

Uma das alfabetizadoras do Programa, Márcia Andrea do Nascimento, fala como é gratificante participar. “Estou há dois anos no Brasil Alfabetizado e para mim é muito gratificante fazer parte dele. A grande maioria dos alunos é de idosos, e outros são muito carentes.