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Professores de Cubatão mantêm greve mesmo com a volta dos 30%

A Cidade possui 1,3 mil professores, 55 escolas e perto de 15 mil alunos

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21 MAR 2019Por Glauco Braga07h20
Os professores de Cubatão farão visitas às escolas da Cidade na manhã desta quinta-feira para tentar aumentar as adesõesFoto: Divulgação

Os professores da rede municipal de Cubatão pretendem continuar em greve mesmo que o Supremo Tribunal Federal decida, hoje, pela volta do adicional de 30% sobre o salário de quem possua ensino superior. A decisão foi tomada em assembleia realizada na tarde de ontem pelos educadores e a diretoria do Sindicato da categoria. A Cidade tem 1,3 mil professores, 55 escolas e perto de 15 mil alunos.

"Terminamos a assembleia ainda há pouco e decidimos pela continuidade da greve. Amanhã (hoje) nos concentraremos no Paço Municipal,  às 9 horas, e sairemos em visita às escolas para convencer os que não pararam e aumentar à adesão", declarou o vice-presidente do Sindicato dos Professores de Cubatão, Berenildo Gonçalo de Melo.

Melo acredita que o primeiro dia de paralisação teve adesão de grande parte dos professores municipais. " Acreditamos em 60 a 70% da categoria ficou parada".Os educadores reivindicam recomposição salarial referente à redução de 30% dos proventos do Infantil e Fundamental 1, o fim dos processos de desaposentadoria, a garantia de aposentadoria sobre a jornada total e o pagamento do piso nacional do magistério para o infantil 1 e condições dignas de trabalho, pois alegam que as escolas do município estão destruídas.

Prefeitura

A Prefeitura contesta os números do Sindicato sobre a greve. De acordo com levantamento feito pela Secretaria de Educação, a adesão dos professores à greve ficou em torno dos 15%, de um total de 1.300 profissionais; das 15 creches municipais apenas duas tiveram paralisação total, as demais funcionaram normalmente; nas 20 pré-escolas houve paralisação em 3 escolas. Nas restantes, aula normal e nas 20 escolas de Ensino Fundamental I e II não houve paralisação.

Sobre a retirada dos 30% referentes à gratificação por nível superior, a Prefeitura disse: "O governo aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal".

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