Professor e mecânico viajam para Ilhabela de bicicleta

Um professor, um mecânico de bicicleta, R$ 100,00 e um desafio: percorrer, de bicicleta e de madrugada, a distância entre Santos e Ilhabela.

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04 MAR 2018Por Carlos Ratton18h00
Segundo os aventureiros, um dos estímulos foi provar que dá para se divertir, apesar da crise econômica.Segundo os aventureiros, um dos estímulos foi provar que dá para se divertir, apesar da crise econômica.Foto: Divulgação/Reprodução

Um professor, um mecânico de bicicleta, R$ 100,00 e um desafio: percorrer, de bicicleta e de madrugada, a distância entre Santos e Ilhabela. Foram 12 horas, tendo como principal desafio a Serra de Maresias. Ao fim, Nilson Nogueira dos Santos e Hélio Pereira Prates afirmam que valeu a pena pela contemplação constante da natureza.

“Fui convencido pelo Hélio. Eu apresentei a ele um roteiro de viagem e resolvemos arriscar durante o carnaval. Resolvemos pedalar de madrugada por acreditarmos que o trânsito estaria mais tranquilo. As luzes dos carros foram nos iluminando por quase todos os 150 quilômetros percorridos pela Rio-Santos”, afirma o professor Nogueira.

Segundo Hélio Prates, o trecho mais difícil foi o da Serra de Maresias, onde os ciclistas chegaram a descer das bicicletas. “São três quilômetros e meio. Nos os primeiros dois mil metros conseguimos pedalar, depois tivemos que empurrar as bicicletas. Eu fiquei o sábado de carnaval quebrado. Passei o dia todo me restabelecendo”, afirma o experiente mecânico, que chegou a remendar um pneu durante o trajeto.

Segundo os aventureiros, um dos estímulos foi provar que dá para se divertir, apesar da crise econômica. “Não tínhamos condições de pagar passagem e hospedagem. Então, resolvemos pedalar até lá, onde temos parentes. Também foi um teste para testar nossa resistência física e habilidade para lidar com situações difíceis. Foi muito bom e recomendamos a iniciativa. Levamos muitas frutas e água. Paramos no trevo de Bertioga, onde ganhamos um cacho de bananas. Paramos em Boracéia e em Toque-Toque Grande”, explica Nilson Santos, ressaltando o grande número de animais que encontraram pelo caminho.

Segundo os viajantes, que pretendem fazer o mesmo só que com destino ao Uruguai no final deste ano, é preciso apenas seguir as normas de segurança. “Vamos tentar chegar no Uruguai em 30 dias. São 1.800 quilômetros. Vamos tentar pedalar pelo menos 80 quilômetros por dia e levar R$ 2 mil, além dos equipamentos e ferramentas de manutenção das bicicletas. É preciso parar de usar carros e utilizar bicicletas”, aconselha o professor, anunciando que está organizando pelo Fecebook, para 1º de abril, a “Bicicletada na Maré” – um passeio ciclísticos pela região.