Vanga tem seguidores fiéis que acreditam em suas mensagens e estudiosos que tratam suas frases como metáforas populares / Reprodução
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Imagine que, 26 anos antes de sua morte, a vidente búlgara Baba Vanga tenha indicado o dia exato em que uma era política inteira terminaria na Rússia. Suas últimas palavras não foram um adeus, mas uma mensagem codificada sobre o futuro.
Em 11 de agosto de 1996, Vangelia Pandeva Gushterova, conhecida mundialmente como Vanga, faleceu, deixando mistérios que ainda hoje são analisados. Um deles é a profecia sobre o chamado "último czar" da Rússia, o ponto de virada em 2026 e o enigmático "oitavo" líder que assinaria o tratado de paz definitivo na Terra.
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Vanga nasceu em 1911 e perdeu a visão aos doze anos após ser atingida por uma tempestade severa. Segundo ela, foi nesse momento que adquiriu a capacidade de ver o que era invisível para os outros. O tempo deixou de ser linear: passado, presente e futuro fundiram-se em um só.
Ao longo de sua vida, ela atendeu mais de meio milhão de pessoas de 142 países, incluindo ministros, generais e acadêmicos. O que silenciou os céticos foi o índice surpreendentemente alto de profecias que se concretizaram.
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Em 1952, Vanga previu com exatidão a morte de Josef Stalin. Em 1969, suas palavras sobre "um vestido laranja e pássaros de ferro" foram associadas ao assassinato de Indira Gandhi.
Em 1980, ela proferiu uma frase que parecia absurda na época: "Kursk ficará submerso e 118 anjos subirão ao céu". Exatamente vinte anos depois, o submarino Kursk afundou no Mar de Barents, matando 118 tripulantes. Em 1989, ela falou a uma delegação americana sobre "duas torres" e "pássaros de ferro", anos antes do 11 de setembro em Nova York.
As previsões para o futuro próximo são as que mais geram discussões. De acordo com fragmentos de seus relatos, Vanga repetiu a mesma ideia: na Rússia surgiria o último czar, que governaria por muito tempo, mais de duas décadas. No entanto, tudo mudaria em 2026.
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O poder passaria para o "oitavo" líder, não por força, mas por consentimento popular. Esta pessoa, segundo a vidente, não seria "russa por sangue", mas sim "russa de espírito".
Na simbologia de Vanga, o motivo dos três "elefantes" era recorrente. Ela explicava que seriam a Rússia, a China e a Índia. Esses Estados, segundo ela, se uniriam e se tornariam a base de uma nova ordem mundial. “O urso trará as matérias-primas, o dragão a tecnologia e a vaca sagrada a sabedoria”, dizia a descrição da futura aliança.
A vidente afirmava que, após 2026, o mundo entraria em uma nova época, onde o poder seria baseado no equilíbrio e na justiça, e não na força. Ela falava de um novo sistema financeiro que substituiria o domínio do dólar e de mudanças políticas globais para as quais a humanidade ainda não estaria totalmente preparada.
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Seja mito ou um cenário geopolítico de longo prazo, 2026 é marcado nas profecias de Vanga como o ponto de ruptura, o momento após o qual o mundo não retornará ao seu estado anterior.