Previsão do tempo para hoje é de chuva

Moradores estão apreensivos e o temor é fortalecido por especulações, principalmente nas redes sociais. O maior receio é sobre uma possível chuva ácida

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06 ABR 201521h52

Há seis dias que o fogo não cessa nos tanques da Ultracargo e o céu, na Baixada Santista, tem nuvens carregadas formadas pela queima de combustíveis – principalmente gasolina e etanol. A principal preocupação é sobre como toda esta fumaça tóxica pode afetar na saúde da população.

Segundo o meteorologista do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Fábio Rocha, a ocorrência de fumaça não altera a previsão de tempo. “Para amanhã, há previsão de chuva a qualquer hora do dia na Baixada Santista. Nos demais dias da semana, o tempo volta a abrir, com previsão de sol e poucas nuvens”, explica.

Moradores estão apreensivos e o temor é fortalecido por especulações, principalmente nas redes sociais. O maior receio é sobre uma possível chuva ácida. "Ela faz mal à saúde. Por isso, deve-se evitar a exposição. Em uma chuva forte, a nuvem carregada vem de outro lugar e desaba. Como as gotas são grandes, dão uma espécie de 'abraço' no ácido, que é diluído e empurrado para o solo. E o ar fica limpo", diz Hetem. Segundo o meteorologista, porém, a concentração de ácido é maior em uma chuva fraca.

Há seis dias que o fogo não cessa nos tanques da Ultracargo (Foto: Matheus Tagé/DL)

Em Santos, por enquanto, está descartada a possibilidade de retirada dos moradores das imediações do terminal da Ultracargo. “Os produtos químicos que poderiam causar dano à população já foram retirados dos tanques próximos do incêndio. E foram isolados”, afirma o coordenador da Defesa Civil estadual e chefe da Casa Militar do Estado, José Roberto Rodrigues Oliveira.

Segundo ele, existem planos de emergência e de contingência com todas as medidas necessárias em caso de acidentes como esse. “Todos os órgãos envolvidos estavam totalmente preparados, caso houvesse risco de vazamento de fumaça tóxica na atmosfera, para remover aproximadamente 400 pessoas da Alemoa”.