Prévia aponta melhora na indústria em janeiro, diz FGV

O principal indício é a alta do Nível de Utilização da Capacidade Instalada para 84,7%. Caso esse resultado se confirme no resultado final de janeiro, será o maior nível em três anos

Comentar
Compartilhar
22 JAN 201415h50

A prévia da Sondagem da Indústria de janeiro indica que a atividade do setor pode ter crescido no primeiro mês do ano. O principal indício é a alta do Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci), para 84,7%. Caso esse resultado se confirme no resultado final de janeiro (que será conhecido no dia 29), será o maior nível em três anos.

A última vez que o Nuci, medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) na Sondagem da Indústria, atingiu 84,7% foi em janeiro de 2010. Mais do que isso, só em novembro de 2009, quando o nível de utilização chegou a 84,9%. Em dezembro do ano passado, o Nuci estava em 84,3% (todos com ajuste sazonal).

Essa aceleração, contudo, deve ser pontual, advertiu o superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da FGV, Aloisio Campelo. "O índice capta alguma aceleração entre dezembro e janeiro, mas não há sinal de que isso será uma tendência sustentável. O ritmo entre fraco e moderado, que foi a tônica do quarto trimestre do ano passado, permanecerá no primeiro trimestre deste ano", afirmou.

Para Campelo, o entendimento de que a demanda ainda não é consistente é o que domina o sentimento dos empresários para os próximos meses, determinando a queda de 1,4% no Índice de Expectativas (IE). "Não há sinal do comércio, ou do mercado interno e externo, de que haverá muitas encomendas."

A prévia da Sondagem da Indústria de janeiro indica que a atividade do setor pode ter crescido no primeiro mês do ano (Foto: Divulgação)

Estoques

O recente ajuste nos estoques está ajudando os empresários na recuperação da confiança, que avançou 0,1% na prévia de janeiro, depois de três altas consecutivas. "Os estoques caminham para a normalidade, o que tem ajudado a percepção sobre o ambiente de negócios. Já a demanda evolui mais lentamente", avaliou Campelo.

O economista acrescentou que a consolidação do câmbio acima do patamar de R$ 2,30 tem ajudado a melhorar o sentimento dos empresários do setor. "De alguma forma, as empresas começam a se beneficiar, principalmente a categoria de bens intermediários", disse.