Cotidiano

Pressão contra Ecovias cresce na Baixada com relatório e proposta sobre SAI

Vereadores da região cobram mudanças no Sistema Anchieta-Imigrantes enquanto CEI de Cubatão pede contrapartidas da concessionária

Luana Fernandes Domingos

Publicado em 05/03/2026 às 17:40

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Um dos pontos destacados pela Câmara de Cubatão é a pressão sobre o sistema municipal de saúde causada por acidentes no Sistema Anchieta-Imigrantes / Reprodução/Artesp

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O vereador Adriano Catapreta (PSD), de Santos, iniciou uma mobilização regional para discutir mudanças nas operações de tráfego do Sistema AnchietaImigrantes em feriados e fins de semana prolongados.

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A iniciativa prevê um abaixo-assinado intermunicipal e a elaboração de um projeto técnico de reestruturação viária que deverá ser encaminhado à Agência de Transporte do Estado de São Paulo, ao Departamento de Estradas de Rodagem e à concessionária Ecovias Imigrantes.

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O foco da proposta é a chamada Operação Subida 2x8, adotada em períodos de grande fluxo, quando a maior parte das pistas é direcionada para o retorno do litoral à capital.

Segundo Catapreta, nesse cenário os moradores da Baixada Santista que precisam seguir no sentido contrário ficam com apenas duas pistas da Via Anchieta, considerada mais antiga e estreita.

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“Para quem mora aqui, sobram duas faixas precárias, e a diferença pode ser a vida”, afirmou o vereador. Entre as propostas apresentadas está a isenção de pedágio para veículos leves quando a Operação 2x8 estiver em vigor. “Se o morador não pode escolher por qual rodovia descer, não é justo que pague a mesma tarifa”, argumentou.

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Relatório em Cubatão amplia pressão sobre concessionária

O debate sobre o funcionamento do sistema também ganhou novos capítulos em Cubatão. Na última terça-feira (3), a Câmara municipal aprovou o relatório final de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investigou os impactos das rodovias administradas pela Ecovias Imigrantes na cidade.

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O documento aponta que o município sofre consequências diretas do intenso fluxo rodoviário sem receber contrapartidas adequadas. Entre as recomendações está exigir que a concessionária contribua com o custeio da rede municipal de saúde, incluindo o financiamento de leitos hospitalares.

Presidente da comissão, o vereador Marcinho (PSB) afirmou que a cidade arca com grande parte dos impactos logísticos do sistema. “Cubatão é o coração logístico da Baixada Santista, ponto estratégico próximo tanto do planalto quanto do Porto de Santos. Mesmo assim, hoje a cidade fica só com os prejuízos de sua localização”, disse.

Condições para terceira pista e revisão de contrato

O relatório também recomenda que qualquer licença para o projeto da terceira pista da Rodovia dos Imigrantes seja condicionada à solução prévia de problemas de drenagem, segurança e acessos aos bairros de Cubatão.

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Os parlamentares defendem ainda que a prefeitura formalize com a Artesp e o governo estadual a revisão do contrato de concessão para incluir cláusulas específicas sobre investimentos em infraestrutura urbana, responsabilidade socioambiental e apoio ao sistema de saúde municipal.

Entre os problemas citados no documento estão enchentes frequentes no bairro Vale Verde, dificuldades de acesso ao Jardim Casqueiro e impactos ambientais em áreas da cidade.

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Riscos e sobrecarga no sistema de saúde

Outro ponto destacado pela CEI é a pressão sobre o sistema municipal de saúde causada por acidentes no Sistema Anchieta-Imigrantes. Segundo Marcinho, o hospital da cidade possui apenas dez leitos de UTI, o que pode se tornar insuficiente em casos de acidentes de grandes proporções nas rodovias.

O relatório também critica a ausência de integração da concessionária com o sistema de alerta e preparação para emergências industriais da cidade.

Após a aprovação em plenário, o documento será encaminhado ao Ministério Público do Estado de São Paulo, ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, à Artesp e à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo para conhecimento e eventual adoção de medidas.

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