Presidente da Índia prega igualdade para mulheres em discurso à nação

Pranab Mukherjee ressaltou a necessidade de igualdade de gêneros na Índia, após protestos por conta do estupro, seguido de morte, de uma estudante.

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25 JAN 201317h14

O presidente da Índia, Pranab Mukherjee, ressaltou nesta sexta-feira (25) a necessidade de igualdade de gêneros no país, que enfrentou um forte clamor nacional após o recente caso de estupro seguido de morte de uma estudante de 23 anos por uma gangue na capital indiana.

"Não podemos ignorar ou abandonar esse compromisso nacional, porque o preço da negligência será elevado", afirmou Mukherjee em discurso à nação na data em que a Índia comemora o 64º Dia da República.

Mukherjee disse que o estupro seguido de morte da jovem de 23 anos "deixou nossos corações vazios e nossas mentes confusas". "Se hoje os jovens indianos sentem-se ultrajados, podemos culpar nossa juventude?", questionou.

O estupro da estudante indiana ocorreu em um ônibus em movimento no último dia 16 de dezembro, em Nova Délhi, e levou milhares de manifestantes às ruas, incluindo estudantes, pedindo punições mais rigorosas para os condenados por casos de estupro, incluindo pena de morte e castração química.

Mukherjee disse que o estupro seguido de morte da jovem de 23 anos

Cinco homens foram acusados de sequestro, estupro e assassinato, entre outras acusações, pelo ataque contra a jovem estudante indiana e poderão ser condenados à morte.

Em seu discurso à nação, Mukherjee também abordou temas como corrupção, raiva e desilusão entre os jovens com a classe política. "Será que nossos parlamentares refletem a Índia emergente ou precisamos de reformas radicais", questionou o presidente indiano, acrescentando que os parlamentares eleitos precisam recuperar a confiança da população.

A corrupção na Índia tornou-se um grande tema de debate nos últimos anos, parcialmente devido aos escândalos relacionados aos Jogos do Commonwealth de 2010 e sobre a distribuição de blocos de exploração de telecomunicações e minas de carvão no país. Ministros, parlamentares e autoridades do governo foram acusadas de corrupção e estão sendo julgadas. As informações são da Dow Jones.