Presidente da Capep cai e Prefeitura vai parcelar dívida

Audiência pública será realizada hoje no auditório Zeny, na Câmara de Santos, às 18h30, para discutir o futuro da Caixa de Assistência ao Servidor Público Municipal

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31 OUT 2018Por Carlos Ratton08h40
Público irá debater as grandes ocorrências e reclamações dos servidores municipais e a falta de esclarecimentos sobre os repasses da Capep- SaúdePúblico irá debater as grandes ocorrências e reclamações dos servidores municipais e a falta de esclarecimentos sobre os repasses da Capep- SaúdeFoto: Divulgação/PMS

A exoneração do presidente da Caixa de Assistência ao Servidor Público Municipal (Capep), Eustázio Alves Pereira Filho, pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), e o pagamento, em três vezes, da dívida de R$ 7 milhões da Administração com a entidade, anunciada ontem pelo secretário de Gestão, Carlos Teixeira Filho, o Cacá, aos diretores do Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais (Sindest), não deverão esvaziar hoje, a audiência pública que ocorrerá no auditório Zeny, na Câmara de Santos, às 18h30, para discutir o futuro da Capep.  

Cacá garantiu aos sindicalistas que a primeira parcela da dívida, de R$ 2,2 milhões foi quitada nesta segunda-feira (29). Ele e o secretário de Finanças, Maurício Franco, também presente, garantiram que, em novembro, a segunda parcela, de R$ 2,5 milhões, será paga junto com o repasse do mês. Em em dezembro, segundo eles, a Prefeitura adotará o mesmo procedimento. Os sindicalistas reivindicaram que a prefeitura repasse mais 0,5% sobre os 4% da folha salarial que paga mensalmente à Caixa.

Hoje

O encontro de hoje, que contará com a presença de parte significativa dos servidores, será presidido pelo vereador Geonísio Pereira de Aguiar, o Boquinha (PSDB), que irá debater as grandes ocorrências e reclamações dos servidores. Ele vai pedir mais esclarecimentos sobre os repasses da (Capep- Saúde).

Segundo Boquinha, há meses funcionários vêm sofrendo com a suspensão dos atendimentos urgentes e de emergências aos mais de 26 mil beneficiários  em razão da Prefeitura não estar repassando a cota patronal para custeio de serviços para os hospitais. A Capep por ser um órgão de assistência aos servidores municipais (trabalhadores da Prefeitura, da Câmara e seus dependentes) é mantida pelo funcionalismo e pelo Executivo santista.

A audiência deverá contar com técnicos da Capep, da Prefeitura e representantes dos dois sindicatos que representam a categoria, entre dezenas de beneficiários. “Não é de hoje que ouvimos os funcionários públicos informando que não conseguem passar nos hospitais, pelo fato da ‘carteirinha’ deles não serem aceitas. Muitos deixaram de ser atendidos ou não deixaram de fazer suas sessões de tratamento, pois a Capep está sem repassar os custos há meses”, afirma Boquinha.

Situação

Havia previsão que os servidores, aposentados e seus dependentes (26 mil vidas) poderiam ficar paulatinamente sem atendimento à saúde. O hospital Frei Galvão chegou a suspender o atendimento à categoria. A Beneficência Portuguesa também poderia agir da mesma forma e a Santa Casa em meados de novembro.

Sindserv

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santos (Sindserv) já havia realizado assembleia para discutir a questão. Flávio Saraiva, presidente do sindicato, já havia adiantado que, somente em 2018, a Prefeitura estaria devendo R$ 7,5 milhões à Capep. “O repasse dos servidores está sendo feito, mas os do patronal não. Os prestadores de serviços, hospitais, clínicas e outros estão se recusando a atender a categoria”, ratificava.

Sobre a exoneração de Eustázio Pereira Flho, vale lembrar que o vereador governista Benedito Furtado (PSB) chegou a sugerir  sua demissão. A publicação do Diário Oficial informa que a exoneração ocorreu a pedido do próprio ex-presidente.