Presa na Itália, Carla Zambelli renuncia ao mandato após decisão do STF

A decisão ocorre após o STF determinar a perda imediata do mandato; deputada está presa em Roma e responde a condenações definitivas sem possibilidade de recurso

A decisão ocorre enquanto a parlamentar está detida na Itália e após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que resultou na perda imediata de seu cargo

A decisão ocorre enquanto a parlamentar está detida na Itália e após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que resultou na perda imediata de seu cargo | Michel Jesus/Câmara dos Deputados

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) comunicou oficialmente à Câmara dos Deputados a renúncia ao mandato. A decisão ocorre enquanto a parlamentar está detida na Itália e após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que resultou na perda imediata de seu cargo. Com a vacância, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), determinou a convocação do suplente Adilson Barroso (PL-SP).

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A renúncia foi formalizada depois que o ministro Alexandre de Moraes anulou a votação da Câmara que havia rejeitado a cassação da deputada. Na última quinta-feira, o STF decidiu que Zambelli deveria perder o mandato de forma imediata, encerrando o impasse que se arrastava no Legislativo.

Zambelli está presa em Roma desde julho deste ano. Ela havia deixado o Brasil após a expedição de um mandado de prisão determinado por Moraes, passando meses foragida até ser localizada e detida pelas autoridades italianas. A parlamentar possui cidadania italiana, o que influenciou sua permanência no país europeu.

A ex-deputada foi considerada culpada em dois processos que já transitaram em julgado, sem possibilidade de recurso. Em uma das condenações, o STF entendeu que Zambelli contratou um hacker para inserir um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes no sistema da Justiça. Nesse caso, a pena fixada foi de dez anos de prisão em regime fechado, além da perda do mandato.

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Em outro julgamento, realizado em agosto, Zambelli foi condenada por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, após sacar uma arma e perseguir um homem em São Paulo na véspera das eleições. Com o avanço das decisões judiciais e a iminência do cumprimento da pena, a deputada deixou o país.

O governo brasileiro já solicitou a extradição de Carla Zambelli, pedido que está em análise pelas autoridades italianas. Paralelamente, a defesa tentou obter a liberdade da parlamentar, mas o pedido foi negado sob o argumento de risco de nova fuga.