Prefeitura de Guarujá multa empresa portuária por vazamento de gás

Secretaria Municipal de Meio Ambiente defende que o gás é altamente perigoso

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03 MAR 201311h37

A Prefeitura de Guarujá multou a empresa portuária Santos Brasil em R$ 120 mil por emissão de gases de ácido fluorídrico na atmosfera, por poluir o solo e colocar em risco a população, seus próprios funcionários e das outras empresas instaladas nas imediações.

No último fim de semana, a tripulação do navio Santa Cruz, que vinha da Antuérpia (Bélgica) com destino a Argentina, percebeu um vazamento de um isocontêiner – avaria na válvula de segurança e pressão que ocasionou o vazamento do gás fluorídrico, quando passava pelo Rio de Janeiro.

Na ocasião, a embarcação pediu permissão para descarregar no Porto de Sepetiba, o que foi negada sob alegação daquele Porto não estar preparado para este tipo de emergência. O navio prosseguiu viagem, obtendo permissão para descarregar no terminal da Santos Brasil. O Município não foi avisado pela empresa sobre esta operação, tendo obtido conhecimento somente três dias após o produto ser descarregado em uma área despreparada para este tipo de operação.

Equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Defesa Civil, Bombeiros e Cetesb permanecem no terminal da Santos Brasil desde segunda-feira (25) monitorando o episódio. A Prefeitura acionou o Ministério da Saúde e a Anvisa.

A Santos Brasil foi multada em R$ 120 mil por emissão de gases de ácido fluorídrico na atmosfera (Foto: Divulgação)


De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Elio Lopes dos Santos, a empresa não estava preparada para fazer esse atendimento.

Três pessoas foram atingidas pelo vazamento de gás, fora do limite da empresa Santos Brasil, vindo a receber atendimento médico na UPA Boa Esperança. Todas apresentaram quadro clínico de intoxicação, foram medicadas e liberadas.

A Prefeitura de Guarujá encaminhou laudo aos órgãos competentes e fez as seguintes exigências: apresentação de estudo de análise de riscos e implementação das medidas preconizadas no estudo; apresentação do estudo hidrogeoquímico completo; descontaminação de todos os equipamentos que tiveram contato com o ácido; destinação adequada desses resíduos e apresentação de plano de contingência envolvendo o terminal e população do entorno.