Prefeitura multa e determina interrupção de uso de raio-X em clínica de Santos

A fiscalização da Seção de Vigilância Sanitária (Sevisa), da Secretaria Municipal de Saúde, multou o estabelecimento em R$ 1.912,01

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22 ABR 2021Por Da Reportagem18h24
Clínica foi autuada e obrigada a interromper o uso de um aparelho de raio-XClínica foi autuada e obrigada a interromper o uso de um aparelho de raio-XFoto: Divulgação

Uma clínica de diagnóstico por imagem foi autuada e obrigada a interromper o uso de um aparelho de raio-X porque o equipamento estava com laudos de funcionamento vencidos. A fiscalização da Seção de Vigilância Sanitária (Sevisa), da Secretaria Municipal de Saúde, multou o estabelecimento em R$ 1.912,01.

A chefe da Sevisa, Luciane Valente, explica que a autuação se deu porque a clínica não cumpriu determinações que constavam em intimação anterior.  "Aparelhos de raio-X são de alta complexidade. Seus responsáveis devem manter seus laudos e manutenções em dia, pois a falta de responsabilidade com esses equipamentos pode gerar risco à saúde de seus pacientes e dos funcionários que as operam".

No caso desta quinta-feira, não havia situação de risco iminente, porém como a máquina estava com laudos vencidos, a fim de evitar riscos aos pacientes e funcionários, foi lavrado o termo de interdição do aparelho.

Segundo enfatiza a chefe do Departamento de Vigilância em Saúde, Ana Paula Viveiros Valeiras, "o uso inadequado e a exposição à radiação ionizante são responsáveis por inúmeros danos. Portanto, a fiscalização da Vigilância Sanitária deve atuar de maneira ágil e tomar todas as medidas necessárias para o bem da saúde dos usuários, como também dos profissionais que atuam nessa área".

Já a chefe de atividades técnicas da Sevisa, Lygia Matos, ressalta que "o equipamento de raio-X deve estar em funcionamento adequado, seguindo regras e parâmetros estabelecidos por normas, visando o controle da exposição à radiação e a garantia da qualidade da imagem".

EMPRESA PODE RECORRER

O aparelho foi interditado e só poderá voltar a operar quando os responsáveis fizerem a adequação, solicitarem a desinterdição e o equipamento passar por nova vistoria dos agentes de Saúde. A empresa tem 30 dias para recorrer da autuação.