Prefeitura entrega ambiente inédito na região para mulheres em risco social

O objetivo é preparar mulheres, com ou sem filhos, em situação de rua, para voltar ao mercado de trabalho ou a família.

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23 JAN 201410h21

A prefeitura inaugurou nesta quarta (22) a Casa das Anas, destinada a mulheres, com ou sem filhos, em situação de rua. É o primeiro equipamento do gênero na Baixada Santista, e que tem como objetivo prepará-las para voltar ao mercado de trabalho e/ou a sua família.

O local tem capacidade para 24 pessoas e já abriga cinco mulheres e quatro crianças, mas na próxima semana chegam mais seis moradoras. Essa transferência gradativa serve para facilitar a adaptação das abrigadas. 

O trabalho na Casa das Anas será desenvolvido pela ONG Vidas Recicladas, com a qual a Seas (Secretaria de Assistência Social) assinou convênio e repassa R$ 500 mil/ano. A equipe técnica é formada por coordenadora, oito educadores sociais, psicóloga, assistente social, cozinheira, assistente administrativo e auxiliar de limpeza.

Na entrega do novo espaço, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa falou sobre a atenção especial dedicada ao setor assistencial, a exemplo da criação de serviços à população em situação de rua, como o Centro Pop e os convênios com a Missão Belém e a Cristolândia, para usuários de álcool e outras drogas.

O local tem capacidade para 24 pessoas e já abriga cinco mulheres e quatro crianças, mas na próxima semana chegam mais seis moradoras

A secretária de Assistência Social, Rosana Russo, disse que a fragilidade da mulher que está na rua apontou para a necessidade desse atendimento. Todas as frequentadoras da nova unidade vêm de outros abrigos já mantidos pela prefeitura, mas que também atendem homens.

A coordenadora da Casa das Anas, Cristina Horta Coninck, disse que a intenção é de que dentro de seis meses, com participação em oficinas e cumprimento de de metas, algumas das assistidas consigam autonomia para voltar ao mercado de trabalho (formal ou informal) ou para suas casas.

Mudança de ambiente
Deisimar Clemente passou 14 meses em uma unidade mista da Seas, mas os últimos oito dias dormiu em um dos quartos da Casa das Anas, imóvel que em nada lembra o abrigo institucional. Dizendo-se motivada, classificou como “maravilhosa” a mudança e reconhece que está se adaptando ao novo ambiente e à equipe técnica. “O pessoal da ONG está o tempo todo cuidando da gente”.

Deisimar não perdeu a esperança de voltar a ter autonomia e essa confiança ganhou novo impulso em outro projeto da Seas, o Fênix, que capacita as pessoas em situação de rua a ingressarem no mercado de trabalho. “Estou me preparando para ser telefonista”, revela.

Foto: Raimundo Rosa