Prefeitura de São Vicente quer mais segurança para socorristas

Ambulância do SAMU foi alvo de vandalismo na última segunda-feira. O veículo teve parte do vidro lateral quebrado por um rapaz alcoolizado, que assumiu a autoria do ato

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03 ABR 201410h06

A Prefeitura de São Vicente cobra o Governo do Estado por mais policiamento nas áreas da Cidade consideradas de risco, para que equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) possam atuar. Ontem, em coletiva, o secretário municipal de Comunicação, Wanderley Augusto Camargo, representando o secretário de Saúde, afirmou que está sendo estudada a possibilidade do acompanhamento de uma viatura da Polícia Militar a cada vez que houver um chamado de emergência nessas regiões específicas.

Na última segunda-feira, uma viatura do Samu foi alvo de vandalismo em frente ao 2º Distrito Policial (DP) de São Vicente. O veículo teve parte do vidro lateral quebrado por um rapaz alcoolizado, que assumiu a autoria do ato. Além disso, ele ameaçou os socorristas.

De acordo com o secretário de comunicação, nos últimos três meses ocorreram três casos de ameaças e violência contra socorristas do Samu. “Não há a necessidade de que a Polícia Militar acompanhe todos os atendimentos do Samu. Mas a Secretaria de Saúde está em conversa com o Estado estudando a possibilidade da PM acompanhar os chamados nessas áreas de risco”, disse Wanderley.

Um mapeamento das áreas de maior vulnerabilidade está sendo feito pela secretaria de Saúde, que deve entregar ao Governo do Estado em breve. “Não sei quanto tempo leva, mas é um levantamento rápido de ser feito”, ressalta Wanderley.

Wanderley Camargo fala sobre tratativas com o Estado (Foto: Matheus Tagé/DL)

Para o coordenador do Samu Carlos Henrique Oliveira, que esteve ontem na coletiva, os socorristas não trabalham com medo, “mas é claro que a gente tem um receio quando o chamado é de alguma área onde sabemos que o índice de criminalidade é maior”, afirma.

Wanderley explica que já existe um treinamento aplicado a todos os socorristas para atendimentos em áreas de risco. Quando se sentirem ameaçados, eles são orientados a recuar, pedir o apoio da Polícia Militar e só voltar a fazer o atendimento na presença da PM. “A prevenção já acontece. O que nós queremos é mais segurança aos socorristas”, diz.

O secretário ressalta que, apesar dos casos de violência ocorridos contra o Samu, o serviço acontece normalmente e continua atendendo todas as áreas da Cidade, independente de suas características. “É importante ressaltar que o Samu não nega atendimento. Todas as ocorrências são atendidas”.