Prefeitura de Santos vai cobrar segurança das universidades

Del Bel irá se reunir com representantes para pedir câmeras de monitoramento nas unidades de ensino

A reportagem veiculada na última segunda-feira (28), intitulada “universitários de Santos exigem segurança”, levou a Prefeitura de Santos a tomar algumas decisões. Na última sexta-feira (1º), um dia após uma reunião com algumas lideranças estudantis, o ouvidor Rivaldo Santos disse que a Administração irá cobrar das universidades a implantação de câmeras de segurança direcionadas para as ruas de entorno dos campus.  

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“Estamos entrando em contato para cobrar respostas sobre um projeto apresentado pela Secretaria de Segurança para que as universidades instalem câmeras em suas fachadas e em áreas próximas para poder ajudar no monitoramento municipal. Esse projeto foi apresentado há dois anos”, disse o ouvidor.

Rivaldo Santos acredita que segurança pública é um dever compartilhado entre os governos e, no caso, das universidades. “Alunos são clientes das universidades, pagam as mensalidades. Portanto, é importante que eles se sintam protegidos. O secretário Sérgio Del Bel (Segurança) vai reagendar uma reunião com as universidades para ver de que maneira elas podem contribuir. Câmeras não são tão caras assim e a iniciativa não é só social e de segurança, mas serve como marketing para as universidades”, completou.

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Encaminhamentos

O ouvidor revelou que no próximo dia 12, às 10 horas, os estudantes serão encaminhados para uma reunião com a presidência da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para melhorar a sinalização de solo das ruas do entorno das universidades, com a implantação de faixas de segurança, vagas para deficientes e outros.

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“No dia 18, às 17 horas, a reunião será com o 7º Conselho de Segurança, onde as pautas de segurança dos estudantes serão apresentadas. Também vamos instituir a Ouvidoria Jovem nos centros acadêmicos, para que os estudantes tenham um retorno de suas reivindicações. Cada centro será habilitado a funcionar como ouvidoria em problemas coletivos e os diretores capacitados para mediar conflitos”, concluiu Rivaldo Santos.

Passeata

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É importante ressaltar que todo esse trabalho da Prefeitura de Santos só ocorreu porque, dias atrás, universitários de Santos, liderados por dois centros acadêmicos (CAs) de Direito – Alexandre de Gusmão (Universidade Católica de Santos – UniSantos) e Ariosto Guimarães (Universidade Metropolitana de Santos – Unimes) – iniciaram um abaixo-assinado exigindo mais segurança nas ruas do entorno dos principais campus localizados na extensão da Avenida Conselheiro Nébias.

Eles revelaram que o documento estava percorrendo diversas faculdades e obtendo a adesão de alunos de inúmeros cursos, para posterior envio ao prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), ao presidente da Câmara, vereador Adilson dos Santos Júnior (PTB) e demais vereadores, aos promotores de Justiça de Santos e ao Comando do 6º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPMI).     

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O abaixo-assinado informa não ser mais aceitável a convivência diária com crimes e atos de violência cometidos pelos marginais que, segundo os estudantes, se aproveitam da omissão do poder público, para “ameaçar a vida, a integridade física e se apropriar do patrimônio de quem bem entende à hora em que se bem entendem”.

Os estudantes enfatizaram que não há medidas preventivas na região e, caso ninguém tome providências, uma outra iniciativa, além do abaixo-assinado, está sendo avaliada, como, por exemplo, uma grande passeata estudantil.

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Os estudantes reclamaram de roubos e furtos de veículos e de objetos pessoais como celulares e computadores, principalmente no período noturno. As mulheres são os principais alvos dos marginais, que chegam a atacá-las até em pontos de ônibus, na presença de várias pessoas.

Os alunos pediram iniciativas básicas à Administração Municipal, como a instalação de câmeras de monitoramento, podas de árvores, melhorias na iluminação pública e rondas constantes por parte da Polícia Militar e da Guarda Municipal no entorno das instituições.  

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Marcus Santana, do Centro Acadêmico Alexandre de Gusmão, um dos entrevistados pelo Diário, disse que a insatisfação com a segurança também é uma realidade na Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação de Santos (ESAMC), na Universidade Santa Cecília (Unisanta) e Centro Universitário Lusíada (Unilus). Na última sexta-feira (1), ele disse que os alunos vão continuar cobrando providências.