A Prefeitura de Santos informou ontem que o Outeiro de Santa Catarina e Casa da Frontaria Azulejada, cujo estado de abandono foi registrado em reportagem publicada na última segunda-feira (04), pelo Diário do Litoral, estão aguardando a finalização de projetos de restauro para que possam ter suas atividades retomadas.
Sobre a apresentação dos equipamentos, mesmo depredados, a turistas, por intermédio do Bonde Turístico de Santos, a Administração afirma que as duas localidades constituem sítios históricos “de grande relevância para Santos” e, sim, continuarão integrando o roteiro.
Ainda conforme a Prefeitura, a Casa da Frontaria Azulejada aguarda a finalização do processo do edital do Fundo de Interesses Difusos, da Secretaria de Estado da Justiça. A Fundação Arquivo e Memória de Santos pleiteia um valor superior a R$ 350 mil para a promoção de recuperação do sistema de calhas e rufos, além de parte do telhado. Neste projeto também estão previstas a recuperação de azulejos e pisos.
Quanto ao Outeiro, há tratativas no sentido de promover seu restauro para que possa ser ocupado por atividades relacionadas à preservação do patrimônio histórico e à memória da Cidade de Santos.
Lixo e abandono
Lixo espalhado por todos os lados, mato alto, bancos apodrecendo, escadarias semidestruídas, totens, placas e fachadas corroídas e pichadas, folhas crescendo entre a alvenaria do imóvel, postes e portões enferrujados e até quadros de luz violados, estão entre os problemas externos do Outeiro. A parte interna não deve estar diferente. A Casa da Frontaria Azulejada, também no Centro, está fechada e apresenta reflexos do abandono da interna para a externa, em que plantas brotam por entre orifícios do cimento e canos responsáveis por drenar água da chuva. Há ferrugem nas janelas e as portas estão riscadas e com sinais de apodrecimento.
Por ambos equipamentos oferecerem perigo aos visitantes, a Fundação Arquivo e Memória de Santos (Fams) encerrou, por tempo indeterminado, as atividades. Um problema comum dos prédios seriam infestação de cupins no madeiramento e telhados destruídos e condenados. Procurada, a Fams não se manifestou sobre a situação. Após publicação da Reportagem, o presidente do Conselho Municipal de Cultura, Junior Brassalotti, ratificou, via rede social, que a responsabilidade desses espaços é da Fundação, que foi cobrada inúmeras vezes para explicar a situação, mas nunca se posicionou sobre o abandono ao Conselho.
