Prefeitura convoca quase 2 mil usuários do Bolsa Família que não foram sacar benefício

Guarujá conta com 14.887 famílias inclusas no programa, o que resulta na circulação mensal de R$ 2 milhões e 146 mil na economia da Cidade

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25 MAR 201512h48

A Prefeitura de Guarujá, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social, convoca 1.996 beneficiários do programa federal Bolsa Família que não sacaram o benefício de fevereiro. Eles devem se dirigir ao serviço do Cadastro Único (CadÚnico), na Casa de Assistência Integrada (CAI), que fica na Rua Buenos Aires, 445 – Centro. No serviço, eles serão orientados para não perderem o direito assegurado ou devem informar se não estão precisando mais do recurso.

A Administração Municipal foi informada pela Caixa Econômica Federal (CEF) de que esta quantidade de usuários do programa não foi às agências bancárias receber no mês de fevereiro. Guarujá conta com 14.887 famílias inclusas no programa federal, o que resulta na circulação mensal de R$ 2 milhões e 146 mil na economia da Cidade.

No entanto, nos últimos três meses, tem aumentado o número de munícipes que não têm comparecido para sacar a transferência de renda. Em dezembro do ano passado, 562 beneficiários não foram à Caixa Econômica Federal receber. Já em janeiro, o total aumentou para 720, culminando em 1.996 no mês de fevereiro.

O total recebido por usuário varia bastante. Atualmente, são consideradas famílias de extrema pobreza aquelas que têm renda per capita inferior a R$ 77. O valor do benefício básico é de R$ 77. Para aquelas que têm crianças de 0 a 15 anos, o valor é de R$ 35 por criança e/ou adolescente, dentro do limite de cinco filhos. Já para aquelas que contam com jovens entre 16 e 17 anos, o valor por jovem é de R$ 42, no limite de até dois por família. A média nacional recebida é de aproximadamente R$ 170 por família.

De acordo com a coordenadora do CadÚnico da Prefeitura, Nilza Soares dos Santos, a cada dois meses a Caixa Econômica Federal envia relatórios sobre o programa para a Prefeitura. Ela explica que, se o usuário fica três meses sem receber, a CEF recolhe o benefício. Já se completar seis meses, a pessoa é desligada do programa. “O pagamento chega a ficar bloqueado por um mês em casos de falta na escola ou falta de acompanhamento médico. Orientamos que as pessoas procurem a Casa CAI ou o Cras mais próximo de sua casa para receber a nossa orientação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social. Após a situação se regularizar, a pessoa volta a receber. Aqueles que não se informam talvez pensem que foram desligados do programa e acabam não indo receber”, esclarece.

Porém, Nilza pontua que se as irregularidades acontecerem pela segunda vez, a pessoa fica dois meses sem receber. “Pedimos para estas pessoas comparecerem com urgência ao nosso serviço para não perder o benefício de vez. Ou, caso não tiver mais interesse ou necessidade, nos avisar para regularizar sua situação.”

Melhor idade deve retirar Carteira Nacional do Idoso

Ainda no CadÚnico, Nilza informou que cerca de 200 munícipes solicitaram a Carteira Nacional do Idoso, mas não foram retirar na Casa CAI. O documento garante às pessoas acima de 60 anos, e que recebam até dois salários mínimos, a condição de ficar isento ou pagar 50% do valor das passagens interestaduais de ônibus, barco ou trem.

A medida é garantida no Estatuto Nacional do Idoso, desde 2003. “Procuramos entrar em contato com os próprios idosos e familiares por telefone, mas muitos o número não existe mais ou simplesmente não atendem.”

Serviço – A Casa CAI fica na Rua Buenos Aires, 445 – Centro.