Prefeitura classifica morte de jovem em ponte como ‘inaceitável’ e exige punição

Testemunhas relatam que os organizadores liberaram o salto da jovem sem as travas de segurança necessárias

Equipe do SAMU em atendimento

Nota oficial classifica a tragédia deste sábado como inaceitável e aponta falta de fiscalização no local (Rafael Goulart/Leitor DL)

A Prefeitura de Limeira anunciou que vai processar o Governo Federal após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas. A jovem faleceu após saltar sem os devidos cuidados durante uma atividade de rope jump realizada na Ponte do Esqueleto, no interior de São Paulo. O episódio aconteceu na manhã deste sábado (13).

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Na ocasião, a jovem caiu de uma altura de 40 metros e morreu. Segundo testemunhas, a vítima saltou sem o equipamento de segurança devidamente conectado. A Polícia Civil segue investigando o caso.

Prefeitura

Em nota, a administração municipal afirmou que estava cobrando providências dos órgãos federais responsáveis pela área e classificou o episódio como inaceitável. A prefeitura ainda reforçou que a tragédia mostra a necessidade de responsabilização pela ausência de fiscalização e controle de acesso à ponte.

A administração municipal afirma que a Ponte do Esqueleto está localizada em uma área de responsabilidade do Governo Federal. Desse modo, a União seria a responsável pela fiscalização, manutenção e controle de acesso do local.

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O governo local informou também que havia encaminhado ofícios aos órgãos competentes para solicitar melhorias na segurança do local. A Câmara Municipal também fez parte dessas cobranças.

Vídeo mostra momento do salto sem corda

Um vídeo que circula nas redes sociais registra a dinâmica da ação no instante do acidente. As imagens mostram a vítima sendo conduzida até a plataforma e, em seguida, lançada.

Poucos segundos depois, testemunhas percebem a ausência do equipamento de retenção e entram em desespero, com gritos como “a corda” e “gente, a corda”.

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As imagens também mostram a reação imediata de pessoas que acompanhavam a atividade no local. Nas redes sociais, vídeos do momento do salto viralizaram rapidamente. Confira no perfil do Diário do Litoral no Instagram:

Investigação aponta possível falha grave de segurança

De acordo com a Polícia Militar, a principal linha de investigação é de que houve falha humana na montagem do equipamento de segurança. Há suspeita de que a liberação para o salto tenha ocorrido sem a fixação adequada das cordas ao sistema de segurança.

O caso está sendo apurado pela Polícia Civil, que deve ouvir testemunhas e analisar os equipamentos utilizados na atividade. Peritos também foram acionados para verificar as condições da estrutura e dos materiais empregados no rope jump.

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Os responsáveis pela operação foram detidos e permanecem à disposição da Justiça.

Um leitor do Diário do Litoral e morador de Peruíbe, Rafael Goulart, estava na fila para fazer o mesmo pulo e viu o que aconteceu.

“Eu estava lá! Irresponsáveis! Assassinos! A única coisa que tinham que verificar eram as cordas. Não fizeram o mínimo! Um esporte que é para ser seguro, estão ali pra isso. E uma soberba de nem se quer prestar atenção no que estão fazendo. SAMU nem havia chegado e já tinham desativado o insta”, comentou na postagem do Diário.

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Empresa cobrava R$ 180 por salto

A atividade era oferecida ao público por cerca de R$ 180 por participante. A empresa responsável também divulgava outras datas de eventos em diferentes cidades do estado e de Minas Gerais.

Segundo informações apuradas, havia programação de novos saltos nos próximos meses, inclusive no mesmo local do acidente. A organização também divulgava vagas abertas para atividades em outras pontes e estruturas utilizadas para esportes radicais.

A reportagem tenta contato com os responsáveis pela empresa citada no caso.