Prefeito ‘tiktoker’ debocha de operação da PF por supostos desvios em Sorocaba

A Operação Copia e Cola começou após suspeitas de fraudes na contratação de uma Organização Social para administrar e executar serviços de saúde em Sorocaba

Rodrigo Manga foi eleito em 2020 para prefeito depois de dois mandatos de vereador

Rodrigo Manga foi eleito em 2020 para prefeito depois de dois mandatos de vereador | Reprodução/redes sociais

Na manhã desta quinta-feira (10), a Polícia Federal deflagrou  operação para desarticular uma organização suspeita de desvios de recursos públicos na área da saúde.

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O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, e um ex-secretário municipal estão entre os alvos. As residências dos dois foram alvo de mandado de busca e apreensão.

A Operação Copia e Cola começou em 2022 após suspeitas de fraudes na contratação de uma Organização Social para administrar, operar e executar ações e serviços de saúde em Sorocaba.

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A polícia expediu 28 mandados de busca e apreensão em 13 cidades de São Paulo e da Bahia.

Em vídeo postado no TikTok, Manga debocha das denúncias feitas após ele lançar sua pré-candidatura a presidente.

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‘Foi eu lançar minha pré-candidatura à Presidente da República, pontuar em terceiro lugar nas pesquisas internas, em segundo lugar para o governo do Estado, que mandaram a Polícia Federal aqui em casa por causa ‘da denúncia da denúncia da denúncia’ e acharam algumas coisas aqui em casa: bolo de cenoura, Nutella e o Pokémon que o meu filho tanto ama”, disse ele.

Histórico

Rodrigo Manga foi eleito em 2020 para prefeito depois de dois mandatos de vereador.
Antes disso, Manga era vendedor de veículos em uma rede de lojas de Sorocaba.

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Ele ficou popular após aparecer em uma série de vídeos nas redes sociais onde anunciava veículos.

O prefeito ganhou milhões de seguidores nas redes sociais ao investir em publicações sobre seu mandato.

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No ano passado, ele anunciou a construção do maior prédio do mundo na cidade.

Investigados

Também está sendo investigado a participação do ex-secretário de Governo e Administração, Fausto Bossolo, que cumpriu mandato até 2022.

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Bossolo foi condenado pelo superfaturamento de mais de R$ 10 milhões naa compra do prédio particular que seria usado para sediar a Secretaria de Educação.

O empresário Marco Silva Mott, amigo do prefeito, também está sendo investigado. Ele é suspeito de ser lobista e de lavar dinheiro em diversos contratos da prefeitura. Três carros foram apreendidos em sua casa nesta quinta-feira (10).

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Além das buscas, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores que somam até R$ 20 milhões, e suspendeu a OS investigada de realizar novos contratos com o poder público.


Os envolvidos poderão responder por uma série de crimes, incluindo corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, peculato, contratação direta ilegal e frustração do caráter competitivo de licitação.