Prefeito de Santos diz que vai reaproveitar trabalhadores da Prodesan

Apesar do reaproveitamento ser uma consequência, Paulo Alexandre Barbosa foi cauteloso e não falou em fechamento do equipamento da usina

Os 110 funcionários da Usina de Asfalto da Progresso e Desenvolvimento de Santos – Prodesan podem ficar tranquilos. O prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) garantiu ontem à tarde, durante o recebimento das emendas parlamentares à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Plano Plurianual (PPA) 2018/21, que irá reaproveitá-los caso o equipamento, que há 43 anos opera na Cidade, seja fechado e o terreno vendido. “Eles têm experiência e poderão contribuir de outras formas dentro da empresa (Prodesan)”.

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A possibilidade de fechamento foi anunciada pelo prefeito em dezembro último, durante a apresentação de um plano de contenção de despesas para este ano, sob o argumento da necessidade de obter recursos para equilibrar as contas públicas. Sobre a Prodesan propriamente dita, o chefe do Executivo garantiu manter de portas abertas, mas que a empresa será totalmente readequada a nova realidade econômica do País. “A Prefeitura vai continuar tapando buraco e limpando as unidades de saúde”, disse Paulo Alexandre, adiantando que as pessoas da Prodesan que prestam esses serviços podem ser reaproveitadas por terceirizadas.

Manifestação

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Em janeiro, uma comissão de funcionários realizou uma manifestação na entrada da Usina e, com exclusividade, revelou ao Diário do Litoral que o equipamento vinha, há meses, sendo sucateado e produzindo aproximadamente 5% do total que deveria, enquanto a massa asfáltica é comprada de empresas de fora da cidade.

Os funcionários alertavam que pela localização privilegiada – Avenida Vereador Alfredo das Neves, na Alemoa – a usina poderia fornecer massa asfáltica para outras cidades da Região Metropolitana da Baixada Santista, gerando lucros para Santos e que a Prefeitura de Santos estava comprando massa asfáltica de outra usina.

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Ontem, porém, Paulo Alexandre preferiu dizer que a Prefeitura ainda ‘estuda’ a situação do equipamento, mas voltou a enfatizar que ele não é tem preços competitivos.

LDO

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Com 466 tópicos, a Lei de Diretrizes Orçamentárias de Santos recebeu 534 emendas parlamentares. Já o Plano Plurianual recebeu 91. As emendas – dois volumes – foram entregues pelo presidente da Câmara, vereador Adilson Júnior (PTB), acompanhado por alguns parlamentares.

“Peço ao prefeito que dê uma atenção especial às propostas dos vereadores. Umas são fáceis e outras mais complexas. Tivemos o cuidado de garantir que 50% das emendas contemplassem a área da saúde”, disse Adilson Júnior.

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O prefeito revelou, durante a entrega oficial, que a LDO sem as emendas já garantia 50% dos investimentos a pastas ligadas ao social, entre elas Saúde e Ação Social. Barbosa revelou que R$ 14 milhões do orçamento foram destinados a atender emendas dos vereadores – R$ 644 mil para cada parlamentar.

O chefe do Executivo aproveitou o encontro para anunciar a revitalização de um imóvel localizado na Rua Amador Bueno, 538, para a instalação da futura sede da Guarda Municipal; e obras na Vila São Jorge e no Jardim Piratininga, além da reestruturação da Maternidade Silvério Fontes e a possibilidade de um hospital pediátrico para a Zona Noroeste.