Prefeito de Santos diz que ano será de investimentos

Para Paulo Alexandre Barbosa, o ano que se inicia será de mais investimentos e de oportunidades; os moradores ainda enfrentam velhos problemas, como cheias na ZN

Santos começou 2016 com a segunda maior queima de fogos do País, mas no mesmo dia enfrentou os mesmos problemas de sempre: vias e residências cheias na Zona Noroeste e na entrada da Cidade. Mesmo com o maior número de investimentos das últimas décadas, como afirma o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), os santistas ainda enfrentam os velhos problemas.

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Segundo o chefe do Executivo, a crise pouco afetou o que estava programado para ser feito em 2015 e também não deve afetar o que está preparado para ser concluído este ano. Para ele, o ritmo ainda deve ser acelerado mesmo em ano de eleição e com a situação financeira inconstante.

Diário do Litoral – Foi um ano difícil para todo mundo. Quais foram as dificuldades enfrentadas pela Prefeitura em 2015?

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Paulo Alexandre Barbosa – As dificuldades que Santos teve foram as dificuldades que o Brasil enfrentou e proporcionou para todos os seus municípios. Nós tivemos um ano com economia em recessão, queda de arrecadação, diminuição da atividade produtiva, e isso reflete para todos os entes federativos e, principalmente, para os municípios. Hoje, a gente tem 60% de toda arrecadação vai para a União, 23% vai para os estados, 17% apenas vão para os municípios. Então, ao mesmo tempo que os municípios recebem a menor parcela da arrecadação, têm a maior parcela de responsabilidade. Há uma grande incoerência no pacto federativo que nós temos para o País. Portanto, somos os mais penalizados. Obviamente, sentimos os efeitos da crise e tivemos que tomar medidas planejadas e antecipadas que evitassem que os reflexos pudessem ser sentido pela população. E isso foi alcançado porque nós não interrompemos nenhum serviço, não fechamos nenhum equipamento, não atrasamos um dia os salários do servidor. Inclusive adiantamos o 13º salário. Isso é resultado de uma gestão planejada. Nós cortamos as despesas de custeio para que nós tivemos mais capacidade. O que tivemos que administrar foi um alongamento de cronogramas, muitas vezes de obras – mas nenhum interrompida, nenhuma suspensa. O que aconteceu é que pelos repasses em atraso do Governo Federal, especialmente, e do Governo Estadual fizeram a gente prolongar os cronogramas. Mas, estamos, mesmo com essa agenda e diante destes desafios, mantendo a maior agenda de investimentos da Cidade nas últimas décadas. Tanto em nível federal, quanto em nível estadual e também com recursos municipais. Santos não manteve a sua capacidade de investimento. Santos ampliou significativamente em comparação aos últimos anos. Isso só possível por conta das medidas que foram adotadas desde o primeiro dia de governo.

DL – Há alguns meses, o senhor declarou ao DL que Santos previa uma queda na arrecadação de 8%. Este número já foi fechado?

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Barbosa – Estamos aguardando o balanço de dezembro para ter um número preciso. Mas, nós vamos ter um fechamento, diante da perspectiva negativa que nós tínhamos, melhor do que se planejou. As medidas que adotamos foram fundamentais. Ajudaram a fechar o ano com nossas obrigações cumpridas e com capacidade de investimento para 2016.

DL – O senhor acredita que a situação econômica do País pode melhorar este ano?

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Barbosa – Eu sou um otimista por natureza. Eu acredito que a gente tem que enxergar na crise também a oportunidade. É isso que procuramos fazer. Enxergar as oportunidades. O final de ano foi um bom exemplo. Com esta situação de crise, dólar a R$ 4, é natural que o turismo interno seja potencializado. A crise reforça oportunidades. Temos cidade lotada, lotação nos hotéis, o que é bom para o comércio. Investimos neste momento, justamente para aproveitar a oportunidade. Deixamos a cidade toda preparada para o Natal, a programação natalina foi mantida exatamente como nos outros anos. Isso atrai turistas por conta da impossibilidade de viajarem para o exterior. Temos a perspectiva de uma boa temporada. E também entramos em uma fase no governo de conclusão. Projetos que foram trabalhados, recursos que foram buscados e obras que foram iniciadas, tudo deve ser concluído agora no último dia de governo.

DL – E qual é a prioridade?

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Barbosa – A prioridade é a saúde. É o maior desafio do Brasil e em Santos não seria diferente. Em Santos nós temos uma atenção redobrada porque somos cidade-polo. Temos que estar preparados para receber os santistas e aqueles que procurar saúde na Cidade.

DL – Dentro das perspectivas para este ano, o senhor acha que as eleições pode atrapalhar ou prolongar ainda mais os cronogramas?

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Barbosa – Acho que eleição é um processo natural da democracia. Pouco se avançou na reforma política que deveria ter sido feita. Nós vamos continuar trabalhando na Cidade independente de eleição. O processo eleitoral é um momento para a população avaliar e julgar aquilo que vem sendo feito e tomar a sua decisão. O povo de Santos é maduro. A Cidade não pode parar em função da eleição. A cidade tem muitos desafios e não pode parar. O ritmo será acelerado.