Prédios terão nova altura em Guarujá

Câmara receberá nova proposta na próxima terça-feira (11)

A Prefeitura de Guarujá vai encaminhar, na próxima terça-feira (11), um projeto de lei para votação na Câmara que altera artigos do Plano Diretor do Município – instituído em 2013 (Lei 156) com validade até 2023.

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Ele vai permitir ampliar o número de pavimentos de edifícios a partir da orla das praias, principalmente a da Enseada. A proposta deverá sofrer duas votações na Casa e tem o objetivo, segundo a Administração, é fomentar a construção civil e gerar empregos diretos e indiretos na Cidade.  

Ontem, com exclusividade, a Reportagem obteve detalhes da proposta que pretende ampliar a área predial com escalonamento ascendente, que significa prédios mais baixos na orla e maiores nas quadras seguintes em direção à Avenida Dom Pedro.

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Segundo a Prefeitura, a proposta foi amplamente discutida em reuniões abertas com vários segmentos e em duas audiências públicas, com aval do Ministério Público (MP).    

O secretário de Planejamento e Gestão, Darnei Cândido, disse que as principais mudanças são as seguintes: na primeira quadra da orla poderão ser construídos prédios de até 15 metros de altura (cinco andares mais garagem). Atualmente o limite é 11,5 metros.

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Outorga

Uma outorga onerosa (pagamento adcional) vai possibilitar dobrar a construção de edifícios para até 30 metros (nove andares mais garagem). “Essa outorga, que está prevista no plano atual, é muito utilizada no sul do País”, afirma Cândido.

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O secretário revela que, na segunda quadra, será permitida a construção de prédios de até 65 metros (18 andares). Já da terceira quadra em diante, praticamente chegando na Avenida Dom Pedro, a permissão será para a construção de edifícios de até 75 metros de altura (25 andares com as garagens).

“Outra novidade é que não serão permitidas construções de garagens em frente ao passeio público. Todo recuou frontal terá que ser permeável e as garagens terão que ser construídas a partir da linha do prédio”, afirma Cândido.

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Ele revela que apartamentos de até 60 metros quadrados poderão, no novo plano, possuir apenas uma vaga de garagem. Atualmente, os apartamentos têm que ter, obrigatoriamente, duas vagas. O secretário explica ainda que a primeira e segunda quadras serão denominadas Zona Mista Turística, que também será aplicada em todas as demais praias  como stúrias, Pitangueiras, Tombo e Guaiúba. Perequê e demais não estão na proposta.                        

Só 50%

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Darnei Cândido disse que há outro fator inovador na proposta: a permissão de se ocupar numa quadra (10 mil metros quadrados) apenas cinco mil metros (50%). Ou seja, os prédios construídos não poderão ultrapassar mais da metade da quadra.

“Isso não vai permitir os conhecidos paredões, que causam aquecimento e sombras inadequadas, entre outros problemas”, revela.

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Cândido finaliza revelando que a Prefeitura está tentando facilitar a vida dos empreendedores da construção civil. “Temos terrenos e ampla mão de obra que precisa de emprego. A cidade precisa andar, gerar recursos. Estamos trabalhando para isso”, finalizou.          

Petição

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Por outro lado, um grupo de moradores do Movimento Vamos Cuidar da Pitangueiras criou uma petição que pede a suspensão do encaminhamento do projeto à Câmara. O grupo teme os impactos que poderão ser causados no sistema viário, de abastecimento de água e esgoto da Cidade e pede maior divulgação do conteúdo do projeto de lei com a realização de novas audiências públicas.

A Federação das Associações Comunitárias do Estado de São Paulo também não concorda com a proposta da Prefeitura que visa a alteração do Plano Diretor de Guarujá.