Prédios da Prefeitura de Santos são alvos de furtos e roubos

Vereadores questionam a falta de guardas; Diário do Litoral confirmou em alguns equipamentos

“Há um número grande de reclamações. Nos finais de semana, há arrombamentos, furtos e roubos nos equipamentos de saúde da Zona Noroeste. Quando fechados, são arrombados. Quando abertos, são roubados, tendo alguns aparelhos subtraídos. Os funcionários vivem apreensivos. O efetivo da Polícia Militar é pequeno e o 5º Distrito não funciona nos finais de semana. Então, a presença da Guarda é importante”.

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A revelação é do vereador Antônio Carlos Banha Joaquim (PMDB) que, recentemente, junto com outros vereadores, resolveu expor na Câmara situação da maioria dos equipamentos públicos localizados no lado mais esquecido de Santos, a Zona Noroeste. Banha revelou ainda que uma médica foi assaltada por indivíduos armados. “Embora não seja atribuição dos guardas, temos que nos esforçar para que os próprios de saúde e educação tenham cobertura total. Temos hoje quase 300 prédios públicos para somente 500 guardas”, disse o vereador à Reportagem.  

A situação também foi lembrada pelo vereador Igor Martins de Melo (PSB). Até o vereador governista Sérgio Santana (PR), que é presidente da Comissão de Segurança da Câmara, está cobrando do Executivo uma solução à falta de efetivo. Em requerimento, ele questiona o Executivo: “as escolas de Santos possuem guardas? Quantos em cada uma?”.

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Centro

O DL fez um levantamento em alguns prédios públicos no Centro e não viu nada muito diferente do que é relatado pelos vereadores. “Dificilmente fica um guarda aqui, apesar de atendermos, em média, 200 pessoas por dia”, afirmou uma funcionária do Centro de Saúde Martins Fontes, localizado na Rua Dona Luisa Macuco, 31 – Vila Mathias.

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No Ambulatório de Especialidades da Prefeitura, que fica na Avenida Conselheiro Nébias, 199, local onde circulam cerca de 300 pessoas por dia, também não havia guarda. “A gente fica nessa situação”, disse um funcionário.

No Núcleo Psicossocial II, ainda na Avenida Conselheiro Nébias, 325, esquina com a Rua Conselheiro Emílio Ribas, a funcionária disse que tem um guarda. Quando a Reportagem pediu para chamá-lo, por volta das 14h30, ela disse: “ele está em horário de almoço”.

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Saindo da área da saúde, o DL se dirigiu a dois equipamentos culturais. Tanto no Teatro Coliseu, quanto no Guarany, a Reportagem não constatou a presença de guardas municipais tomando conta dos imóveis públicos. “Teve uma época que ficava um de plantão. Agora não tem mais, somente em dias de espetáculos e shows”, disse um funcionário.         

Prefeitura

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A Prefeitura de Santos, por intermédio da assessoria de imprensa, informa que “a vigilância nos próprios municipais das secretarias é feita por meio presencial de guardas municipais, por meio de rondas motorizadas constantes ou por meio de câmeras com tecnologia para análise inteligente de vídeo. Nenhum dos locais citados deixa de receber segurança aproximada da Guarda Municipal”.