Prédio histórico restaurado abriga novo museu para falar sobre a recuperação do ‘Vale da Morte’

Projeto inovador revela como um polo tecnológico superou crises ambientais para se tornar referência sustentável; espaço terá estúdio de mídia e biblioteca viva

Biblioteca Municipal de Cubatão restaurada em 2026

Biblioteca municipal foi restaurada para abrigar novos projetos, incluindo o Museu da Indústria (Divulgação/PMC)

Cubatão dá um passo decisivo para consolidar sua identidade como polo de inovação e memória nesta quarta-feira (29). Às 9h30, no prédio histórico restaurado da Biblioteca Municipal Central, a Prefeitura e a Usiminas assinam o Termo de Responsabilidade de Implantação de Medidas Mitigadoras e/ou Compensatórias (TRIMMC).

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O evento vai oficializar o início da implantação do Complexo Cultural e Museu da Indústria de Cubatão e revelará o projeto arquitetônico que promete transformar o centro da cidade em um laboratório vivo de cultura e tecnologia.

O município instalará o novo equipamento público em um dos edifícios mais emblemáticos da cidade: o prédio da Biblioteca Central, na Avenida Nove de Abril.

Construído em 1936, o prédio histórico restaurado já foi sede da Prefeitura e abrigou o primeiro grupo escolar da cidade, a Escola Júlio Conceição. Recentemente restaurada, a edificação recuperou seu frontão original com azulejos portugueses e elementos da época, preservando a fachada tombada como patrimônio cultural desde 2007.

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Como será o Museu da Indústria?

O coração do complexo será o Museu da Indústria, que apresentará uma narrativa imersiva sobre a trajetória de Cubatão.

O percurso histórico levará o visitante desde a instalação das primeiras indústrias, passando pelo período crítico da década de 1980 — quando a cidade enfrentou severos desafios ambientais — até a sua consagração internacional pela ONU como símbolo de recuperação ecológica e avanço tecnológico.

O museu não será apenas um depósito de relíquias, mas um espaço contemporâneo que conecta o passado industrial com o presente sustentável.

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A proposta é projetar Cubatão como uma referência em desenvolvimento humano, destacando como a “coragem e inteligência coletiva” da cidade permitiram a transição de um polo poluído para um centro industrial que dialoga com a preservação da Serra do Mar.

Cubatão continua sendo um dos principais polos industriais do Brasil, um dos maiores da América Latina. Em 2024, a Refinaria de Cubatão projetou uma nova unidade para fabricar querosene verde, evidenciando a renovação do setor.

Novo conceito para o prédio histórico restaurado

Além do museu, o Complexo Cultural trará uma profunda ressignificação para a Biblioteca Central. O projeto planejou o espaço para funcionar como uma “biblioteca viva”, integrada às novas mídias e acessível a todas as idades. Entre as novidades tecnológicas e de formação, o complexo contará com:

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Estúdio de Podcast: Espaço dedicado à produção de conteúdo digital e novas linguagens.

Café-Escola: Ambiente que une gastronomia e formação profissional.

Ambientes Educativos e Mini Auditório: Locais destinados a cursos, palestras e laboratórios de conhecimento.

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Sala Afonso Schmidt: Espaço em homenagem ao renomado escritor paulista, reafirmando a importância da literatura e da palavra na construção da memória local.

A infraestrutura do prédio – que faz parte do Mapa Turístico oficial – recebeu melhorias significativas para comportar essa nova fase. Além da restauração estética, o interior foi modernizado com a instalação de elevadores e equipamentos de acessibilidade, garantindo que o patrimônio seja plenamente usufruído por toda a população.

A viabilização do projeto através da parceria com a Usiminas reforça o papel da indústria na responsabilidade socioambiental do município. Como uma das maiores produtoras de aço plano do país, a atuação da companhia em Cubatão através do TRIMMC permite que medidas compensatórias sejam revertidas diretamente em benefícios culturais e educativos para a comunidade.

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Com a assinatura deste documento, Cubatão escreve um novo capítulo em sua história. O complexo cultural não apenas preserva os azulejos e as janelas de 1936, mas abre as portas para o futuro, onde a indústria, a tecnologia e a sustentabilidade caminham juntas no centro da cidade.