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Cotidiano

Prédio do antigo 1º DP de Itanhaém será demolido

O delegado seccional afirma que a demolição deve iniciar dentro de um mês. No local será construída uma nova sede

Em Itanhaém, expectativa das autoridades é de que nova sede policial seja construída nos próximos meses / Nair Bueno/DL

O prédio onde funcionou o antigo 1º Distrito Policial de Itanhaém, no centro, será demolido. A afirmação é do delegado seccional do município Carlos Henrique Fogolin de Souza.

O delegado seccional Carlos Fogolin explica que houve a liberação da verba, há cerca de dez dias, pela Secretaria de Segurança Pública do Estado. A previsão, segundo ele, é que a demolição do prédio inicie dentro de um mês.

"Essa é uma antiga reivindicação da Polícia Civil de Itanhaém para que fosse demolido o prédio e que seja construída uma sede própria da delegacia seccional".

A sede do antigo 1º DP está desativada há cerca de 14 anos, na rua Capitão Manoel Bento, sendo o único imóvel que pertence à Secretaria de Segurança Pública do Estado.

No início deste ano, houve uma reunião entre o prefeito de Itanhaém Tiago Cervantes, o presidente da Câmara, Sílvio de Oliveira, e o diretor do Deinter 6, Manoel Gatto Neto para reivindicar a verba junto à SSP.

O valor da verba liberada para a demolição é de R$ 316 mil. Segundo o delegado, a partir deste mês, haverá o início da licitação, por meio de pregão eletrônico, para a escolha da empresa responsável.

Está prevista também a construção da nova sede da delegacia seccional no local.

"Já temos um pré-projeto básico e assim que concluir a demolição, possamos iniciar o projeto da nova sede. Hoje a seccional está dividida em dois locais, uma parte funciona na própria seccional e a outra parte no 1º DP. Com a nova sede, todos os serviços como os de departamento pessoal, materiais e a frota de veículos funcionarão num só local".

Com a nova sede, segundo o delegado, o município vai ter uma economia de cerca de R$ 20 mil por mês, já que os alugueis da delegacia seccional como o do 1º DP são pagos pela prefeitura de Itanhaém. A delegacia seccional funciona na rua Leopoldino de Araújo nº 123, no centro.

O presidente da Câmara, Sílvio de Oliveira, o Silvinho Investigador, também destaca a importância da verba liberada para a demolição do antigo prédio.

Ele explica que foi graças a união de esforços entre o prefeito Tiago Cervantes, o ex-prefeito Marco Aurélio Gomes e o delegado seccional do município. Diz que esteve no Palácio dos Bandeirantes e na Secretária de Segurança Pública do Estado para solicitar a verba.

"Um dos avanços é a questão econômica, pois o município vai economizar esse recurso que será usado em outras áreas prioritárias. Além de dar identidade à Polícia Civil que estará funcionando em um espaço mais adequado e vai gerar melhor qualidade no atendimento, ao funcionário e ao público em geral", concluiu.

Um dos problemas é que, no espaço interno, estão diversos veículos e motos apreendidos pela Polícia Civil, o que, segundo os moradores, causam insegurança e atraem assaltantes de peças de carro e moradores de rua.

Hoje, segundo o delegado seccional Fogolin, no antigo prédio, funciona apenas a parte administrativa com as escoltas de presos que são levados à Cadeia Pública de Peruíbe.

O delegado garante que isso vai acabar com a construção do novo prédio. Diz ainda que o prefeito Tiago Cervantes deve firmar um convênio com a Secretaria de Segurança Pública para montar um pátio e abrigar esses veículos.

PREFEITURA.

A prefeitura de Itanhaém informa que o secretário de Trânsito e Segurança, Milton Saldiba de Campos Júnior, esteve em reunião, na quarta-feira (4), com o responsável pelo Detran, para discutir uma parceria.

São três problemas distintos, que estão em análise pelo Jurídico para saber os custos. Entre as ações estão o pátio municipal, pátio de acolhimento para os veículos da Polícia Civil e outro pátio para recolher os veículos apreendidos pela Polícia Militar. E os custos que envolvem seguro, guincho e segurança.

Conforme o secretário, a remoção e o pátio de veículos é de responsabilidade do governo do Estado, que hoje não tem contrato e nem local para esse tipo de remoção. Mas ainda não há um prazo e nem quais serão os custos para implantar o serviço.

O Diário do Litoral já havia publicado reportagem, no dia 3 de maio, sobre a antiga sede do 1º DP que gera reclamações de moradores por se sentirem inseguros.

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